No Rio de Janeiro, sete ônibus são incendiados em ataques criminosos em Costa Barros

Publicado em: 4 de outubro de 2019

Foram incendiados três ônibus da Transportes Flores, dois da Gire Transportes, um da Viação Pavunense e um da Viação Vila Real. Foto: Reprodução de WhatsApp / Extra.

Desde 2016, já foram registrados 206 casos no Estado, segundo a Fetranspor

JESSICA MARQUES

A Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) divulgou nesta sexta-feira, 04 de outubro de 2019, o balanço de veículos incendiados durante um ataque criminoso nesta quinta, 03.

A federação também informou que repudia o ataque criminoso. Ao todo, sete ônibus foram queimados nas proximidades do Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio.

Foram incendiados três ônibus da Transportes Flores (729L – Parque São Vicente x Méier/ 720L – Novo Rio x Madureira/ 734L – Vila Norma x Cascadura); dois da Gire Transportes (920 – Pavuna x Bonsucesso); um da Viação Pavunense (688 – Pavuna x Méier) e um da Viação Vila Real (778 – Cascadura x Pavuna).

Segundo a Fetranspor, com estes casos, sobe para 206 o número de ônibus incendiados no Estado do Rio desde 2016, dos quais apenas sete veículos foram recuperados e retornaram à operação. Do total, mais de 40% eram climatizados.

“O custo de reposição se aproxima de R$ 90 milhões, recursos que poderiam estar sendo investidos na melhoria do transporte público com a renovação da frota. A capital é a cidade mais atingida por esse tipo de ação criminosa. Foram 102 casos desde 2016, sendo 15 somente em 2019”, informou a Fetranspor.

Ainda de acordo com a federação, a população é a maior prejudicada com a redução da oferta de transportes. Um ônibus incendiado deixa de transportar cerca de 70 mil passageiros em seis meses, tempo necessário para a reposição de um veículo no sistema. Se somarmos a frota incendiada desde 2016 (207), potencialmente, deixam de ser transportados cerca de 14,5 milhões de passageiros nesses veículos.

“É importante lembrar que a inexistência de seguro para esse tipo de sinistro e a crise econômica do setor, que tem feito as empresas perderem gradativamente a capacidade de investimento em renovação da frota, tornam inviável a reposição de ônibus incendiados.”

Os ataques também interferiram no transporte metroferroviário de passageiros nesta quinta-feira. A estação de metrô Engenheiro Rubens Paiva foi interditada por cerca de meia hora. Na SuperVia, por sua vez, a circulação no ramal Belford Roxo também sofreu interrupções.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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