Greve de transportes no Equador: capital Quito ameaça operadores com suspensão ou revogação de contratos

Publicado em: 4 de outubro de 2019

Trabalhadores do setor dos transportes entraram em greve nesta quinta-feira em protesto contra o aumento nos preços dos combustíveis

ALEXANDRE PELEGI

Os trabalhadores do setor dos transportes do Equador se mantiveram em greve pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, 4 de outubro de 2019.

O movimento foi deflagrado em protesto contra o aumento nos preços dos combustíveis, determinado pelo governo do presidente Lenín Moreno, que eliminou os subsídios ao diesel e gasolina.

Por conta disso, o preço do galão de diesel americano mais que dobrou nesta quinta-feira, passando de US$ 1,03 para US$ 2,30. Já a gasolina comum pulou de US$ 1,85 para US$ 2,40.

A medida causou enorme revolta popular, que culminou em violentos confrontos com a polícia. O governo central declarou estado de exceção.

Quito, capital do país, divulgou hoje uma nota pedindo que os operadores de transporte público normalizem suas atividades “imediatamente”. O texto adverte que “processos administrativos sancionando suspensão ou revogação” dos contratos e permissões de operação concedidos pelo Distrito Metropolitano poderão ser disparados, conforme o ‘El Comercio’, jornal do país da América Central.

No comunicado oficial, o Município fez uma chamada especial para as operadoras de transporte público que prestam serviços complementares e de alimentação ao Sistema de Transporte Metropolitano.

Isso porque desde esta quinta-feira os ônibus alimentadores, que atendem aos corredores do Norte Central, Corredor Sur, Trolebús e Ecovía deixaram de transportar passageiros devido à paralisação das operadoras.

Nesta sexta-feira, as Forças Armadas tiveram de assumir o serviço de transporte após a publicação do decreto de exceção.

As operadoras de transporte público da capital equatoriana interromperam suas atividades nesta quinta-feira após o anúncio do Governo Nacional eliminando os subsídios para gasolina e diesel extras. À noite, reforçaram que a greve continuaria até o governo eliminar a medida.

O presidente Lenin Moreno afirmou hoje que a decisão sobre a eliminação dos subsídios não será revista. “Isso parece bom, não vou mudar a medida, o subsídio foi eliminado, a bagunça acabou“, afirmou o presidente.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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