Segundo presidente do Rio Ônibus, despadronização visual acelerou processo de renovação de frota
JESSICA MARQUES
As empresas de ônibus do Rio de Janeiro vão entregar mais 157 veículos com ar-condicionado até dezembro deste ano. A informação é do presidente do Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, Cláudio Callak, ao Diário do Transporte.
Atualmente, a frota do transporte coletivo do Rio de Janeiro conta com 6.357 ônibus e, segundo Callak, várias empresas realizaram compras de novos veículos com ar-condicionado. As carrocerias e chassis são de montadoras variadas.
“Até dezembro, vamos chegar a 80% da frota com ar-condicionado e, até setembro de 2020, chega a 100%. A gente atingiu todas as metas até agora, saindo de 40% e dobrando esse número. Isso me dá confiança de que vamos atingir as duas próximas”, afirmou Callak.
A renovação de frota faz parte de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) assinado entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Rio Ônibus. Esse acordo prevê a renovação e a climatização total da frota até 2020.
FIM DA PADRONIZAÇÃO
Outro acordo entre as partes foi o fim da padronização das pinturas dos ônibus do Rio de Janeiro por consórcio. Neste caso, o acerto ocorreu pelo aumento para R$ 3,95 da tarifa municipal.
“A despadronização levanta o orgulho do operador e a vontade de manter a frota mais limpa, asseada, consertada. Agora só se pode botar o ônibus com a sua marca nas ruas e toda atividade comercial depende dessa marca para sobreviver. Também só pode por a pintura nova nos ônibus zero e isso acelerou o processo de renovação de frota e contribui para cumprirmos a meta da Prefeitura”, avaliou Callak.
Além disso, o presidente do Rio Ônibus afirma que, para o operador, o fim da padronização pode atrair passageiros. Isso porque a população tende a escolher o veículo com mais qualidade, novo e com ar-condicionado. Essas características estão marcadas pela pintura do ônibus.
“Um princípio nosso é ajudar os empresários a fazer a ponte com o poder público para que os dois entendam sobre qualidade de transporte”, finalizou Callak.
Jessica Marques para o Diário do Transporte
