Ônibus desativados de São Paulo vão virar aço em Siderúrgica de Minas Gerais

Publicado em: 20 de setembro de 2019
sucata

Dependendo do modelo e da idade, veículos têm pouca aceitação no mercado de usados. Foto: Divulgação / Meramente Ilustrativa

ArcelorMittal firmou contrato com a JR Diesel, especializada no desmanche de veículos pesados

ADAMO BAZANI

Pela primeira vez, a Siderúrgica ArcelorMittal vai usar em escala veículos de grande porte que não têm mais serventia para produzir aço.

A empresa de Minas Gerais fechou contrato com a JR Diesel, especializada na compra e venda de peças usadas e no desmanche de grandes veículos.

A siderúrgica comprou 57 ônibus que prestaram serviços na capital paulista e que já extrapolaram a idade máxima permitida pela SPTrans – São Paulo Transporte, responsável pelo gerenciamento do sistema.

A SPTrans permite a circulação de ônibus com até dez anos, mas durante os contatos emergenciais até a definição da licitação do sistema, os veículos com 11 anos passaram a ser admitidos, desde que passassem por vistorias bimestrais.

De acordo com estimativa da empresa mineira, o uso de ônibus e carros-fortes desativados pode render até 1,1 mil tonelada de aço que será aplicada na fabricação de fornos industriais.

A Siderúrgica ArcelorMittal pode se tornar uma das maiores clientes dos ônibus-sucata de São Paulo, onde vê o potencial de 2,5 mil coletivos urbanos para este fim.

Como mostrou o Diário do Transporte, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, promete que até o final da atual gestão, iniciada em 2017 pelo atual governador João Doria, em torno de seis mil ônibus municipais estarão trocados. O número já está em mais de quatro mil veículos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/08/17/sao-paulo-chegara-a-6-mil-novos-onibus-ate-o-final-da-gestao-promete-bruno-covas/

Em média, a tonelada do aço reciclável custa entre R$ 450 e R$ 500 no mercado.

As peças dos ônibus que podem ser aproveitadas, como bancos, espelhos, volante e lanternas, serão vendidas no mercado formal de componentes usados.

Quanto aos carros-fortes, o índice de aproveitamento é menor. Por lei, estes veículos precisam ser desmanchados e não podem ser vendidos como usados, uma possibilidade que existe no mercado de ônibus.

A maior parte dos coletivos de São Paulo que vão virar forno é de motor traseiro com piso baixo, um tipo de ônibus que tem muito pouca aceitação no mercado de usados dependendo da data de fabricação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Maurício H Collaneri disse:

    Antigamente mas bem antigamente mesmo era comum reformar ônibus e deixa Los em estado 0 km. A CMTC fazia isso, a viação gato preto era craque nisso e tinha até empresas especializadas em recuperar carrocerias ( Thomeu). Sabendo das restrições então os empresários deixam os carros num bagaço já que ninguém depois vai comprar e reformar já não vale a pena.

  2. Rodrigo Zika! disse:

    Ta na hora d Metrópolis Paulista (VIP área 3) trocar os cabritos por modelos com AC, mais sei que na realidade vão demorar anos pra trocarem, ate as ex cooperativas ta mais a frente nessa questão piada.

  3. pedro disse:

    mas os ônibus são das empresas ou da prefeitura??? fazer sombra com o chapéu dos outros é fácil e é logico que a empresa ganha muito mais se vender um ônibus pra um particular do que vender no quilo pra desmanche……

  4. Alfredo disse:

    Na Vip não falta ônibus com muitos anos de idade, precisa de uma renovação urgente e também a motorização deveria ser diversificada , Mercedes é bom, mas Volksbus, Volvo e Scania estão a um passo adiante, aproveito e peço ao prefeito que mude da cor cinza para as antigas cores dos anos 70 os novos ônibus, cinza já basta a cidade com tanto abandono, vamos colorir São Paulo

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