Com novo Dual Bus de 15 metros, Eletra promete reduzir em até 95% as emissões de materiais particulados

Publicado em: 20 de setembro de 2019
dual

Com novo modelo, há opções de Dual Padron (13,2 m), 15 metros e articulado de 23 metros

Conforme adiantou o Diário do Transporte, ônibus vai ser apresentado na Arena ANTP, em São Paulo

ADAMO BAZANI

A Eletra, fabricante do ônibus do tipo Dual Bus (que reúne duas tecnologias de tração em um único veículo), promete que o novo modelo de 15 metros que será lançado na semana que vem em São Paulo pode, no modo híbrido, reduzir em até 95% as emissões de material particulado (MP) e em 30% de gás carbônico (CO²). O consumo de óleo diesel pode ser 28% menor em comparação a um ônibus comum do mesmo portem ainda segundo a empresa.

Conforme adiantou em primeira mão o Diário do Transporte, o ônibus que tem chassi Volkswagen de três eixos e carroceria Marcopolo modelo Torino de piso baixo, vai ser apresentado a partir do dia 24 de setembro de 2019 na Arena ANTP, da Associação Nacional de Transportes Públicos que ocorre entre os dias 24 e 26 no Transamérica Expo Center, em Santo Amaro, zona Sul de São Paulo.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/09/02/novo-hibrido-dual-da-eletra-de-15-metros-sera-destaque-na-arena-antp/

A reportagem também adiantou que o mesmo ônibus possui duas tecnologias: 100% elétrica, que opera somente com baterias, e híbrida, que consiste em um motor a combustão (que pode ser a diesel ou a biocombustível).

Em nota, a Eletra diz que ambas as opções podem se alternar e a seleção do funcionamento no modo híbrido ou 100% elétrico pode ser feita pelo motorista ou à distância de forma programada com determinação do local de cada função por GPS.

No modo elétrico, as baterias têm autonomia para 25 km por volta. Um sistema também permite o uso da frenagem para gerar energia.

No Modo Híbrido, o sistema de tração elétrica recebe energia tanto do motor-gerador (que pode ser a diesel ou a biocombustível) quanto do conjunto de baterias.
No Modo Elétrico, o motor-gerador é desligado e o veículo roda apenas com a carga das baterias, com autonomia de até 25 km por volta.
O desligamento pode ser acionado pelo condutor ou por um sensor GPS na via pública – por exemplo, quando o veículo entrar numa Zona de Emissão Zero. A alternância de modos se repete várias vezes, conforme o perfil da operação.
Durante a operação, as baterias são continuamente recarregadas pela tecnologia de frenagem regenerativa (KERS), podendo também ter a contribuição do motor-gerador.
Essa versatilidade permite ao veículo rodar em diferentes ambientes urbanos, aproveitando o máximo das tecnologias híbrida e elétrica. Sem carregadores nas garagens e sem recargas de oportunidade.
– diz parte da nota.

O motor elétrico é da WEG e as baterias e componentes são de produção da Moura by Xalt

DUAL E OUTROS MODELOS:

A Eletra, com sede em São Bernardo do Campo, é pioneira em Dual-Bus no Brasil.

O primeiro Dual foi lançado oficialmente em 2015 e opera no Corredor Metropolitano ABD, que liga o ABC Paulista à Capital. É um ônibus “superarticulado” de 23 metros de comprimento com chassi Mercedes-Benz e carroceria Caio Millennium III, que reúne as tecnologias elétrica-pura e trólebus.

Em 2017, foi lançada a versão Padron, de 13,2 metros, um veículo que reúne as tecnologias elétrica-híbrida e 100% elétrica, com carroceria Caio Millennim III e chassi Mercedes-Benz.

A principal vantagem da solução Dual, sendo a empresa, é a flexibilidade do veículo. A tecnologia a ser utilizada pode ser escolhida de acordo com os diferentes momentos da operação do ônibus, inclusive num mesmo trajeto, possibilitando áreas de emissão zero na cidade.

Essa flexibilidade proporciona uma operação mais adequada e racional, o que pode resultar em maior economia para a prestação de serviços e ampliação da durabilidade de peças, componentes, insumos e do veículo como um todo.

A empresa, do Grupo ABC, da família Setti e Braga, se apresenta como a primeira a fabricar um ônibus elétrico híbrido no País, em 1999. O feito, segundo a empresa, rendeu o prêmio The World Technology Awards 2003, considerado o Oscar da tecnologia internacional.

Entre 2011 e 2012, num projeto inédito para a empresa Metra, que opera o Corredor ABD, na Grande São Paulo, e pertence ao mesmo grupo, a Eletra converteu seis ônibus articulados a diesel em trólebus.

No ano de 2013, a empresa de São Bernardo do Campo lançou o e-Bus, o primeiro ônibus 100% elétrico produzido no país, mas contando com uma parceria com a Mitsubishi, do Japão.

Em 2017, a Eletra participou diretamente da concepção e produção do primeiro caminhão leve elétrico mundial da Volkswagen/MAN, em parceria com a WEG, o e-Delivery.

Já neste ano de 2019, a companhia do Grupo ABC associou-se à Moura para fabricar ônibus brasileiros de baixa emissão com baterias elétricas comercializadas no Brasil.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Antonio carlos palacio disse:

    Porque no Brasil há resistência a esses veículos? Quase não se vê empresas usando.

    1. Daniel Ramos disse:

      Cultura, as empresas ainda preferem ficar paradas nas tecnologias antigas e também as Prefeituras não têm interesse algum em exigir esse tipo de veículo.

  2. Rodrigo Zika! disse:

    E os empresários de SP de empresas de ônibus fingindo serem cegos com cão de guia, piada.

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Tem uma peça que não se encaixa nesse buzão.

    Por que toda a frota da Metra não é composta por esse tipo de buzão, considerando que, a princípio, ele é só vantagens e é a Metra e Eletra que fabricam.

    Tudo indica que financeiramente não compensa.

    Mas é simples.

    O buzão verde só se tornará realidade nas ruas e avenidas do Barsil se for por força de lei e com uma tarifa de R$ 10,00.

    Caso contrário é só demonstração e oba oba.

    Se a conta não fechar; nem por força da lei dará certo.

    Entregarão as concessões e o contribuinte pagará mais uma conta; afinal o Estado não soluciona nada, SÓ ARRUMA PROBLEMAS.

    Att,

    Paulo Gil

    1. José Carlos disse:

      Eu acredito que as unidades com chassi foram somente para desenvolvimento da tecnologia,agora com esse chassi VW e 15 metros vai para produção em larga escala.
      Assim como e-delivery que vai sua produção iniciada ano que vem

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