Projeto de lei quer ônibus adaptados com banheiros e salas de descanso em pontos finais de linhas da capital paulista

Ônibus em São Paulo. Motoristas e cobradores se queixam de infraestrutura. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) - Clique para ampliar. Foto Meramente Ilustrativa

Comissão de Finanças e Orçamento deu parecer favorável à proposta que altera leis de 2013 e 2015

ADAMO BAZANI

Um grupo de vereadores da cidade de São Paulo quer que, nos pontos finais das linhas do transporte municipal, onde não é possível fazer construções ou instalar sanitários químicos, as viações coloquem ônibus adaptados com sala de descanso e, ao menos, dois banheiros: um masculino e outro feminino.

A proposta é assinada pelos vereadores Eduardo Tuma, Adilson Amadeu e Isac Felix e altera lei de 2013 (15.778/2013), modificada por uma lei de 2015 (16.217/2015), que já determinam que as empresas de ônibus disponibilizem os sanitários e condições de descanso para os motoristas e cobradores.

A Comissão de Finanças e Orçamento deu parecer favorável ao projeto que segue para outras comissões na Câmara Municipal.

De acordo com a proposta os ônibus adaptados devem ficar estacionados nos pontos finais durante os horários de operação.

Os veículos devem ter os seguintes itens, segundo o projeto:

– banheiro feminino e banheiro masculino, com no mínimo dois metros de comprimento cada, com suprimento de água próprio;

– sala de descanso, com no mínimo sete metros de comprimento, adaptada para refeitório e equipada com mesas e cadeiras;

O projeto ainda prevê limpeza e manutenção destes espaços ao longo do dia.

O parecer favorável da comissão é desta quarta-feira, 07 de agosto de 2019, e foi publicado nesta quinta, 08.

Assinam o parecer os vereadores Alessandro Guedes – PT (presidente da comissão), Adriana Ramalho – PSDB, Atílio Francisco – PRB ,Fernando Holiday – PSDB (relator), Isac Felix – PL, Ota – PSB ,Paulo Frange – PTB e Soninha Francine – CIDADANIA.

Em Arujá, na Grande São Paulo, um veículo mais antigo foi transformado em veículo de apoio com esta função, como mostram imagens de Gustavo Bonfate.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JOAO LUIS GARCIA disse:

    Realmente, vindo dos Exmos Srs Vereadores qualquer proposta apresentada já não mais surpreende.
    Olhem só que absurdo, afinal a concessionária é responsável pela operação da linha que ganhou na licitação e não pela operação dos terminais e pontos finais das linhas, sanitários para os seus funcionários as concessionárias já disponibilizam.
    Cabe ao poder público no caso a prefeitura municipal adequar que os pontos finais das linhas tenham, sala de descanso e wc para os munícipes ( usuários ).
    Querer que a concessionária arque com mais esse custo, acabará por aumentar o custo da operação do sistema e consequentemente aumentará o valor do subsídio.
    Porque o Poder Judiciário que tanto vem interferindo na gestão do transporte público no País, não cria uma determinação que obrigue ao Legislativo e ao Executivo que toda e qualquer gratuidade ou novo benefício que venha a ser concedido a uma classe ou categoria, só possa ter a sua criação após um estudo técnico do assunto aonde seja apresentado o valor e como e por quem será custeado a sua concessão.
    Será que os nobres vereadores fizeram algum estudo ?
    Tenho sérias dúvidas.

    1. Rodrigo Zika! disse:

      No caso de empresas grandes como tem em PS discordo que o poder publico tenha que bancar, as empresa tem dinheiro pra fazer isso ,e tem ate locais que fazem por conta própria algo parecido já, agora ex cooperativas de SP acho que ficaria um custo alto.

  2. Mayara disse:

    Isso seria no mínimo digno aos motoristas e cobradores , mulheres fiscais que nem tem onde fazer as necessidades , andem nas linhas de sp e depois falem

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