Ministério Público do Distrito Federal denuncia cinco pessoas por lavagem de dinheiro no transporte público

Operação Regin investigou esquema de cobrança sistemática de propina por integrantes da Secretaria de Transportes do DF na gestão do ex-governador José Roberto. Foto: Divulgação.

Procedimento é desdobramento da Operação Regin, deflagrada em 2011

JESSICA MARQUES

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou, nesta semana, cinco pessoas envolvidas em esquema de cobrança de propina na Secretaria de Transportes do DF.

A denúncia é desdobramento da Operação Regin, deflagrada em 2011, que investigou licitações realizadas na gestão do então secretário de Transportes, ex-deputado Alberto Fraga, no governo de José Roberto Arruda.

“José Geraldo Oliveira de Melo, Júlio Luís Urnau, Irones Lopes Bispo, Jesus da Silva Feitosa e Edson Fernandes foram denunciados por lavagem de dinheiro. Para o MPDFT, eles utilizaram empresas de fachada para ocultar e dissimular a origem de bens, camuflar fraudes e movimentar recursos provenientes do esquema de corrupção”, informou o Ministério Público, em nota.

Os dois primeiros eram funcionários públicos na época e já haviam sido condenados, também por meio da Operação, aos crimes de concussão, que é o ato de exigir para si ou para outra pessoa, direta ou indiretamente, vantagem indevida em razão da função que exerce.

Ainda segundo o Ministério Público do Distrito Federal, Irones, Jesus e Edson atuariam também como “testas de ferro” e mantinham em seus nomes bens utilizados por José Geraldo e Júlio, como carros de luxo, não compatíveis com os ganhos legais referentes aos cargos públicos que ocupavam.

“O MPDFT já havia obtido condenação de Alberto Fraga, no âmbito da Operação Regin, pelo crime de concussão, em 2018, e posse ilegal de arma de fogo, em 2013. Pelo primeiro delito, ele recebeu pena de mais de quatro anos de reclusão. Na ocasião, também foi condenado, a três anos de reclusão, o policial militar Afonso Andrade de Moura, que trabalhava como motorista de Alberto Fraga.”

A Operação Regin investigou esquema de cobrança sistemática de propina por integrantes da Secretaria de Transportes do DF na gestão do ex-governador José Roberto Arruda, comandada por Alberto Fraga.

As investigações comprovaram que os envolvidos, valendo-se dos cargos públicos que ocupavam, exigiam vantagem financeira indevida de representantes de cooperativas de transporte para assegurar a assinatura de contratos, bem como a execução dos serviços e alteração de itinerários.

As investigações demonstraram, ainda, que o então secretário de Transportes Alberto Fraga e outros funcionários públicos corrompidos exigiram e receberam dinheiro de representantes de cooperativas para que procedessem à assinatura de contratos ou para que assumissem linhas rentáveis, tendo por objeto lotes de micro-ônibus licitados por meio da Concorrência nº 001/2007.

O Diário do Transporte tenta contato com as defesas dos denunciados.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Após a gente ver tantas roubanças em governos no âmbito geral, as 3 esferas públicas, por mais de 10 anos, o brasileiro aprendeu com facilidade, de como se enriquecer. Políticos em sua maioria, eu diria, dão exemplos de como se locupletar. Nunca antes neste país não se viu tantos governadores indiciados,acusados, alguns condenados, outros como de MG BA MA AM RIO RGS AL, envergonham o Brasil e o Brasil sendo o que é aplaudem, elegem de novo, exemplos como Barbalhos, Sarneys, Malufs, Collor Melo, Calheiros, Amazonino, Pimentel. ESCOLA DO CRIME,,,isso sim.

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