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Sarandi, no Paraná, lança licitação do transporte coletivo

Empresa Cidade Verde Transporte, que faz a linha intermunicipal Sarandi / Maringá, atende aos moradores da cidade nos deslocamentos centro-bairro. Foto: Luiz Scaff

Concorrência será dia 9 de setembro, e concessão terá prazo de 15 anos

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Sarandi, cidade de 90 mil habitantes no interior do Paraná, lançou licitação para a concessão da prestação do serviço de transporte público coletivo urbano de passageiros.

A publicação, feita no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 07 de agosto de 2019, foi relançada, após alterações no edital. Em 25 de junho a prefeitura fez a primeira divulgação, suspensa poucos dias depois.

Pelo edital original, a concessão será pelo prazo de 15 anos. A empresa será escolhida na modalidade concorrência tipo menor tarifa. O teto definido é de R$ 3,49.

A estimativa da remuneração da concessão de 15 anos será de R$ 208.933.992,00. A vencedora do certame terá até 5 meses para iniciar os serviços, a contar da assinatura do contrato, com a possibilidade de prorrogação de mais 30 dias.

A concessionária deverá contar com frota de 14 ônibus com as seguintes especificações: largura mínima de 2,5 metros e comprimento mínimo de 11 metros, com mínimo de 28 acentos. Os veículos poderão ser usados e em boas condições; desses, 3 serão utilizados como reserva.

HISTÓRICO

A Cidade Verde – Transporte Rodoviário, do mesmo grupo da empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), atende a população de Sarandi, na região de Maringá.

Os ônibus da Cidade Verde que fazem a linha intermunicipal com destino à cidade vizinha circulam por bairros e pelo centro de Sarandi, para embarques e desembarques. Os moradores usam os veículos para deslocamentos dos bairros até o centro e vice-versa.

Segundo o site Maringá Post, a prefeitura foi obrigada a promover a licitação do transporte municipal, resultado de uma ação do Ministério Público que cobrou a execução de uma sentença judicial de maio de 2012, até hoje não cumprida.

A ação, com sentença proferida pelo juiz Loril Leocácio Bueno Júnior, foi impetrada pelo Ministério Público em agosto de 2004, visando a anular o instrumento de outorga firmado entre a prefeitura e a TCCC, permitindo a exploração do serviço de transporte público coletivo na cidade. E exige ainda a licitação pública para concessão do serviço.

Entre a ação inicial e o cumprimento de sentença já se passaram 15 anos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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