Governo do Distrito Federal analisa propostas de empresas para operação do VLT de Brasília

Publicado em: 2 de agosto de 2019

O estudo de viabilidade apresentado ao governo está agora em fase de análise. Foto: Agência Brasília (Clique para ampliar)

Viação Piracicabana, que já atua no Consórcio do VLT da Baixada Santista, teve projeto selecionado em consórcio com outras 4 empresas

ALEXANDRE PELEGI

O Governo do Distrito Federal (GDF) está analisando estudos para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck ao Setor Noroeste.

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) do GDF publicou no dia 1º de abril de 2019 termo de autorização permitindo a elaboração do estudo de viabilidade para implantação do VLT. Segundo a publicação, as empresas autorizadas tiveram prazo de até 120 dias para concluir os trabalhos, que servirão de base para a licitação do empreendimento por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).

Ao todo, nove empresas manifestaram interesse em apresentar o trabalho, mas apenas cinco foram selecionadas. As outras quatro não cumpriram exigências do edital. O grupo aprovado é constituído pelas empresas BF Capital Assessoria em Operações Financeiras Ltda, Serveng-Civilsan S.A, Empresas Associadas de Engenharia, Trans Sistemas de Transportes Ltda e Viação Piracicabana.

O estudo de viabilidade apresentado ao governo está agora em fase de análise.

A Viação Piracicabana S/A integra o consórcio BR Mobilidade Baixada Santista, formado com a Comporte Participações S.A., holding do setor de ônibus da família Constantino que atualmente responde pela operação dos ônibus, corredores e ônibus e o Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista, através da PPP do Sistema Integrado Metropolitano do Governo do Estado de São Paulo.

Segundo a Agência Brasília, do GDF, o material técnico foi apresentado em 16 cadernos, contendo itens como planejamento da rede de transportes, estudos de demanda e engenharia, estações e terminais, modelo operacional, orçamento, especificações técnicas dos sistemas, avaliação econômico-financeira e análise jurídica, entre outros itens.

Uma comissão formada pela Semob avaliará o estudo e poderá solicitar ajustes no projeto. Posteriormente, a proposta das empresas será apresentada em audiência pública para futuros usuários, potenciais licitantes e demais interessados. Na sequência, o estudo será submetido ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), e depois será divulgado o edital de licitação.

A expectativa do Governo do GDF é que as obras do VLT começarão no início de 2020.

VLT DA W3

O VLT ligará o aeroporto ao Setor Noroeste, passando pelo terminal no final da Asa Sul (próximo à 1ª DP), seguindo por toda a extensão da W3 (Sul e Norte) até chegar ao Noroeste. Esse trajeto será de 22 quilômetros. A capacidade de transporte do VLT é de cerca de 200 mil passageiros por dia. A nova tecnologia será integrada ao Metrô, ao BRT Sul e ao BRT Oeste.

Para o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, a implantação da Linha 1 do VLT vai melhorar o transporte da cidade e revitalizar a W3, avenida comercial mais antiga e uma das mais importantes de Brasília.

A ideia, segundo Casimiro, é retirar parte dos ônibus da W3 para priorizar um transporte limpo, mais eficiente e com mais benefícios ao cidadão.

Nesta semana, o GDF assinou distrato com a Caixa Econômica Federal, já que não se trata mais do projeto apresentado anteriormente. A União havia negado pedido de reconsideração do governo do DF para devolver R$ 26 milhões, antes destinados ao VLT.

O governador Ibaneis Rocha quer o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) no papel de agente financeiro e organizador de todas as privatizações do Distrito Federal. Ele afirmou que a mudança de planos tem o objetivo de atrair o interesse das empresas privadas que disputam a concessão do VLT em Brasília. “Aquele processo anterior não tinha mais o interesse do setor privado e o governo federal não tem mais interesse em financiá-lo, porque foram vencidos os estudos”, explicou.

Ibaneis Rocha afirmou que o presidente do BNDES demonstrou disposição em fazer parceria com o GDF para processos de privatização do Metrô, dentre outros.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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