Prazo pode ser prorrogado. Arthur Virgílio Neto fala em “abrir caixa preta dos transportes”
ADAMO BAZANI
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, assinou na tarde desta segunda-feira decreto pelo qual instituiu uma intervenção financeira de 90 dias nas empesas de ônibus que prestam serviços na cidade.
Em entrevista coletiva, o chefe do executivo disse que ao longo do tempo e dependendo do que for apurado pode tomar medidas mais duras contra as empresas de ônibus e que a atitude é para tentar abrir o que chamou de caixa-preta dos transportes.
“Vamos fazer uma devassa nas empresas de transporte para saber a real situação financeira. Vamos abrir a caixa-preta, mergulhar nestas financeiras”, afirmou.
O interventor nomeado é o empresário Francisco de Saldanha Bezerra, que já atuou no setor de transportes.
Arthur Virgílio Neto explicou que não se trata de intervenção operacional, mas que a possibilidade não está descartada, com a intervenção total nas empresas de ônibus.
O prefeito disse que “não é admissível” que as empresas aleguem falta de recursos e arrecadação insuficiente para descumprirem a frota estipulada pela administração e atrasarem as obrigações trabalhistas.
Como mostrou o Diário do Transporte, recentemente Manaus registrou paralisações e ameaças de funcionários do sistema de ônibus por causa de atrasos nos pagamentos de salários e benefícios.
O sistema de Manaus tem cerca de 1500 ônibus e é operado pelas empresas Açaí Transportes Coletivos, Expresso Coroado, Global Green, Líder, Viação São Pedro, Vega, Via Verde e Eucatur Urbano.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
