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BRT Rio começa verificação digital contra calote na catracas de acesso a partir de segunda-feira, 22

Máquina de verificação. O Consórcio BRT Rio estima que, por dia, 74 mil pessoas que deveriam pagar as passagens acabam dando calote, o que gera um prejuízo mensal de R$ 5 milhões, dinheiro suficiente para comprar cinco ônibus articulados de última geração ou até dez ônibus básicos 0 km. Foto Divulgação – Clique para Ampliar

Em caso de não pagamento de passagem, multa será de R$ 170. Guarda Civil dará apoio

ADAMO BAZANI

O Consórcio BRT Rio anunciou na tarde desta sexta-feira, 19 de julho de 2019, que a partir desta segunda-feira, 22, começa a utilizar as máquinas de verificação de pagamento de tarifa pelo RioCard nas catracas de acesso ao sistema de corredores de ônibus rápidos.

Em nota, nas redes sociais, o consórcio diz que a medida visa coibir os calotes que têm gerado prejuízos aos serviços de transportes pelo fato de ser grande o número de passageiros que andam sem pagar, mesmo não tendo nenhum direito à gratuidade.

Quem for pego dando calote vai ser multado em R$ 170. A ação, segundo a nota, terá apoio da Guarda Municipal.

A medida é um importante mecanismo para coibir os calotes no BRT. Os agentes do BRT farão a verificação nas estações, terminais e veículos do sistema BRT e atuarão juntamente com a Guarda Municipal, responsável pela aplicação da multa, que é de R$ 170. A fiscalização está prevista no decreto municipal SMTR Nº 3143, publicado no dia 14 de junho, que leva em consideração as leis municipais. Cada passageiro deverá ter seu próprio cartão.

A evasão de receitas do sistema é um dos desafios para a atual gestão do BRT Rio.

Como noticiou o Diário do Transporte em 28 de março, o interventor no Consórcio Operacional BRT, Luiz Alfredo Salomão, apresentou um projeto para reduzir calotes e acidentes no sistema.

A verificação eletrônica e a instalação de “guarda-corpo” nas plataformas estão entre as medidas anunciadas.

O sistema de guarda-corpo auxilia a evitar que os passageiros que não pagam a passagem entrem na frente nos pagantes. Já a verificação com as máquinas é semelhante ao que é usado no VLT – Veículo Leve sobre Trilhos do Rio.

O Consórcio BRT Rio estima que, por dia, 74 mil pessoas que deveriam pagar as passagens acabam dando calote, o que gera um prejuízo mensal de R$ 5 milhões, dinheiro suficiente para comprar cinco ônibus articulados de última geração ou até dez ônibus básicos 0 km.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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