Empresa de mobilidade corporativa compra quatro micro-ônibus Volare-BYD 100% elétricos

Micro-ônibus emitem baixo ruído na operação. Imagens: DC Produções/Gelson Mello da Costa– Texto: Adamo Bazani (Clique para Ampliar)

Veículos são da empresa Shift, de São Paulo, que segundo fabricantes, se torna primeira companhia do País a ter ônibus totalmente elétricos para este tipo de serviço

ADAMO BAZANI

A empresa de São Paulo Shift Mobilidade Corporativa, que tem escritório na Vila Sônia, zona Sudoeste da Capital Paulista, adquiriu recentemente quatro unidades do modelo micro-ônibus Volare Access-e com motorização totalmente elétrica.

Segundo a fabricante Volare, com isso, a Shift se torna a primeira empresa a ter coletivos 100% elétricos para transporte receptivo, de executivos, de funcionários e para eventos.

O modelo foi desenvolvido pela Volare em parceria com a empresa chinesa, que tem sede em Campinas, no interior paulista, BYD.

O micro-ônibus conta com piso baixo, o que facilita o embarque e desembarque, inclusive de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, como idosos, gestantes e obesos.

O modelo tem 9,150 metros de comprimento, 3,38 metros de altura e 2,430 metros de largura, com capacidade para 37 passageiros, sendo 22 sentados e 15 em pé.

Cada micro-ônibus tem dois motores BYD de 90 kW de potência e 450 Nm de torque máximo. Segundo as fabricantes, a autonomia das baterias é de 250 km.

Sistema de rebaixamento auxilia embarque e desembaque, assim como piso baixo. Imagens DC Produções/Gelson Mello da Costa – Texto: Adamo Bazani (Clique para Ampliar)

O sistema de regeneração da energia gerada na frenagem ajuda na autonomia também.

A suspensão é pneumática tanto na dianteira como na traseira “Full Air”, com seis bolsas de ar, o que pode reduzir as vibrações transmitidas pelo pavimento.

O micro-ônibus apresenta ainda um sistema de rebaixamento de sete centímetros para os momentos de embarque e desembarque.

De acordo com a Volare, o micro-ônibus com chassi BYD D7M pode reduzir em 86% a emissão de gases do efeito estufa (CO2) no ciclo de vida total do veículo na rede de energia do Brasil. Assim, este dado não leva em conta somente a operação (cuja redução de emissões é de 100%), mas a produção do veículo e a geração de energia. A redução de emissões pode ser comparada ao que 33 carros de passeio poluiriam na mesma vida útil em operação.

As fabricantes prometem também uma diminuição de até 70% dos custos operacionais na comparação com micro-ônibus do mesmo porte a diesel.

Em nota, o diretor e fundador da Shift, Alexandre Pinto, diz que a escolha do modelo deve permitir um diferencial da empresa em relação às concorrentes que prestam serviços semelhantes e que acredita que a mobilidade elétrica é o futuro dos deslocamentos.

“A motorização elétrica ou de fontes de energia renováveis é essencial para o futuro da mobilidade. A escolha pelo Volare Access-e se deu pelos diferenciais do produto: É um veículo moderno, sem emissão de gás carbônico, óxido de nitrogênio, nem da fuligem dos veículos tradicionais movidos a diesel, confortável e de tamanho compacto, entre vários outros atributos”

O diretor da Volare, João Paulo Ledur, diz esperar que no Brasil a cultura por veículos elétricos possa ganhar força.

“Temos feito um trabalho gradual e de aculturação. Desde o desenvolvimento do modelo, em razão de todo o seu ineditismo, tínhamos a consciência que seria um trabalho longo. Sabíamos que não era uma missão fácil. Apesar de cada vez mais utilizados em todo o mundo, no Brasil ainda não existe uma cultura forte sobre as vantagens e benefícios dos veículos 100% elétricos no transporte”.

Já o gerente nacional de vendas da Volare, Sidnei Vargas, afirmou que um dos desafios para o desenvolvimento do modelo foi encontrar soluções para redução de peso, o que torna o desempenho melhor.

“O modelo foi projetado para oferecer maior espaço interno, com a configuração das baterias em posição que proporcionem o máximo de eficiência, redução de custos operacionais e de peso total (um dos grandes desafios dos veículos elétricos para o transporte de passageiros)”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

7 comentários em Empresa de mobilidade corporativa compra quatro micro-ônibus Volare-BYD 100% elétricos

  1. Deixar um resposta? Só se for de agradecimento por mostrar o futuro urbano. Rogerio Belda

  2. Amigos, boa noite.

    Previsivellllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll.

    Eu já tinha “cantado essa bola” que este é o modelo ideal.

    Parabéns Shift e ao Sr. Alexandre Pinto, pela decisão acertada.

    Só fiquei com uma dúvida.

    São buzinhos rodoviários ou urbanos.

    Tomara que sejam rodoviários, pois é deste modelo e rodoviário que o mercado necessita.

    Acorda fiscalizadora e homologa esse modelo como veículo acessível e retira todos os buzões com degraus INTERNOS ALTOS.

    Produto e tecnologia já existe, basta acordar as mentes jurássicas.

    E depois a fiscalizadora não sabe por que cai a demanda do buzão em Sampa.

    ACELERA SAMPA.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Que bacana nem sabia que tinham parceria com a BYD.

  4. Olá Paulo, a configuração exigida pelo cliente foi urbana, mas este modelo pode ser pedido para rodoviário também!

    • Alexandre Pinto, bom dia.

      Muito obrigado pelos esclarecimentos.

      Mas agora, fiquei com uma outra dúvida em função da sua resposta e do contido no texto acima.

      “Em nota, o diretor e fundador da Shift, Alexandre Pinto,..”

      “…a configuração exigida pelo cliente foi urbana…”

      Você é da Shift ou não ??

      Abçs,

      Paulo Gil

  5. Alexandre Pinto, boa noite.

    Muito obrigado pela atenção.

    Legal e Parabéns, mais uma vez!

    Mas pense em adquirir ou trocar um deles para configuração rodoviária; daqui pra frente, buzinho elétrico e rodoviário terá muiiiiiiito mercado.

    Se eu tivesse capital eu já teria embarcado nessa; mas seria mais legal mesmo se fosse o Senior; pois eu não simpatizo com o design dos Volare.

    Outra opção seria se a Agrale lançasse o chassi de buzinho com motor traseiro EURO VI; afinal um buzinho Senior com motor traseiro EURO VI será um show.

    Depois do Carolina da Caio (a legítima), os cokpit’s dos buzinhos são dotados de um tremendo desconforto ao piloto e péssimo acesso.

    Outra coisa que eu não me conformo é como os painéis dos buzões (urbanos e rodoviários) ficam longe do alcance das mãos dos pilotos (painéis são muito baixos).

    E para finalizar, agora o G7 rodoviário tem dois degraus entre o corredor e o cokpit; outro dia não no painel por pura sorte.

    $UCE$$O!

    Abçs.

    Paulo Gil

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