Para isso, governo federal vai criar fundo. Preferência é para modelos elétricos, mas Euro 6 e gás natural estão nos planos imediatos
ADAMO BAZANI
O governo da Hungria anunciou nesta terça-feira, 09 de julho de 2019, um programa nacional para renovação da frota dos transportes coletivos.
Além de aumentar a oferta de lugares e o conforto nos ônibus, o objetivo é incorporar nas cidades modelos menos poluentes.
Para isso, o governo federal criou um fundo com mais de 110 milhões de euros para ajudar municípios e empresas de ônibus a comprar veículos novos.
De acordo com o representante do Ministério da Inovação e Tecnologia (ITM), em Budapeste, Péter Kaderják, ao site local HVG.HU, o governo federal vai financiar até 20% do valor dos ônibus menos poluentes para sistemas de cidades a partir de 25 mil habitantes.
Até 2021, o governo vai financiar coletivos de diversos tipos de tecnologias, como a diesel padrão Euro 6, gás natural, etanol, híbridos, elétricos com bateria e trólebus, mas a partir de janeiro de 2022, o financiamento só deve ser para ônibus elétricos com bateria e trólebus.
O programa de financiamento deve ter duração de dez anos.
Segundo o site, trata-se de um “relaxamento” em relação às metas inicialmente anunciadas pelo governo.
O primeiro-ministro Gulyás Gergely havia anunciado o financiamento de três mil ônibus em três anos, todos somente elétricos. Anteriormente, o Ministério da Inovação tinha cogitado a meta de seis mil ônibus em seis anos.
Agora, com o novo programa, devem ser comprados 1290 ônibus elétricos em dez anos.
O governo estima que essa demanda possa ser atendida por entre quatro e cinco fabricantes, dentre as quais, a Ikarus Vehicle Technology e a chinesa BYD, que tem investido no fortemente no mercado local.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
