Pesquisa da CNT revela recuperação lenta para setor de transportes em 2019

Publicado em: 5 de julho de 2019

Segundo o estudo, a baixa demanda é registrada, principalmente, no modal rodoviário. Foto: Arquivo/Agência Brasil

Maioria dos modais têm expansão menor que em 2018

JESSICA MARQUES

A pesquisa Conjuntura do Transporte – Desempenho do Setor, divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), revela uma recuperação lenta para o setor de transportes em 2019.

Segundo o estudo, a maioria dos modais apresentaram uma expansão menor neste ano, em comparação aos números de 2018.

Segundo o estudo, a baixa demanda é registrada, principalmente, no modal rodoviário. As incertezas geradas na paralisação dos caminhoneiros no ano passado e, também, o roubo de cargas em algumas regiões contribuem para os resultados negativos.

Em 2019, o fluxo de veículos pesados do primeiro trimestre ficou 8,8% abaixo do período pré-recessão (março de 2014). O problema foi maior no Rio de Janeiro, que registrou fluxo 18,8% abaixo do período de pré-recessão.

“O transporte reflete a economia brasileira. O crescimento econômico está muito aquém do que o Brasil precisa. E o nosso setor fica na mesma situação. Afinal, transportamos aquilo que é produzido”, disse o presidente da CNT, Vander Costa, em nota.

Ainda segundo o estudo, o modal ferroviário vive um momento de incertezas, principalmente devido à queda na produção, influenciada, possivelmente, pela desativação de barragens da Vale, após o rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais.

“Em 2018, o modal teve um bom desempenho, com aumento na produção de 5,8% em TU (toneladas úteis) e 8,5% em TKU (toneladas úteis por quilômetro). Esse crescimento foi impulsionado pelo transporte por contêiner (17,7%) e também pode ter sido influenciado pela paralisação dos caminhoneiros”, informou a CNT, em nota.

“O minério de ferro corresponde a mais de 70% das cargas ferroviárias transportadas. E, agora, no primeiro trimestre de 2019, o transporte por vias férreas dessa mercadoria registrou queda de 3% em TU.”

Na avaliação do presidente da CNT, de forma geral, o transporte vai acompanhar a economia brasileira ao longo de 2019.

“Continuamos otimistas de que o governo Bolsonaro vai conseguir aprovar a reforma da Previdência e isso vai gerar mais credibilidade ao país. A iniciativa privada vai investir e recuperar a economia com emprego e renda”, disse.

Confira o estudo, na íntegra:

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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