CPTM anuncia fim dos trens da série 1700 na Linha 7-Rubi

Linha recebeu 30 trens fabricados pelo Consórcio Hyundai-Rotem. Foto: Divulgação / Governo do Estado de São Paulo.

Composições de 1987 que ainda circulavam entre Francisco Morato e Jundiaí deram lugar a novas

JESSICA MARQUES

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) anunciou nesta quinta-feira, 04 de julho de 2019, a saída dos 12 trens da série 1700 que operavam na Linha 7-Rubi. As composições de 1987 que ainda circulavam entre Francisco Morato e Jundiaí deram lugar a novas.

Segundo a Companhia, a partir desta semana, somente composições com ar-condicionado e salão contínuo de passageiros da série 9500 circulam entre as estações Luz e Jundiaí.

A CPTM informou que estuda o destino que será dado às composições antigas. Os trens da série 1700 entraram em circulação em 1987 com a fama de serem os trens mais velozes do Estado de São Paulo. Foram os primeiros a contar com oito vagões e chegaram trazendo um novo sistema de motor.

“Em seus dias de glória na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), da Rede Ferroviária Federal, os passageiros se aglomeravam na plataforma para esperá-los, pois possuíam mais bancos e espaço interno maior em relação às demais composições da época”, informou a CPTM, em nota.

Após cerca de 60 milhões de quilômetros rodados, o que equivale a 156 viagens da Terra à Lua, ainda circulavam até a semana passada no trecho entre Francisco Morato e Jundiaí.

HISTÓRIA

As 12 unidades foram fabricadas pela Marfesa, a maior e mais importante indústria ferroviária nacional da época, que foi vendida para a iniciativa privada em 1995.

A frota foi incorporada à CPTM em 1992, quando a empresa foi criada. A Companhia herdou as linhas da CBTU, do governo federal, e da Fepasa, do governo estadual. A cor original dos 1700 era prata. Na reforma feita no ano 2000, foram pintados de azul e tiveram todos os sistemas revisados ou trocados, segundo a CPTM.

Apesar de entender que a renovação da frota faz parte dos avanços tecnológicos, o funcionário da oficina da Lapa José Antonio Suarez fica emocionado quando fala sobre a aposentadoria das unidades 1700.

Segundo a CPTM, Suarez acompanhou os testes dos trens desde a fábrica, antes de entrarem em operação na CBTU, e a manutenção durante todos os quase 32 anos de vida das composições.

“Sinto como se fosse um companheiro indo embora. Vi nascer, crescer, passamos por momentos difíceis e outros muito bons. Vai ser sempre uma boa recordação”, contou, em nota.

RENOVAÇÃO DA FROTA

A renovação de toda a frota da Linha 7-Rubi, que transporta quase meio milhão de passageiros por dia, ocorreu após a entrega no dia 27 de junho da última composição dos 30 trens fabricados pelo Consórcio Hyundai-Rotem.

As composições integram o lote de 65 unidades compradas pelo Governo do Estado. Segundo a CPTM, já entraram em operação 64 delas, sendo 30 para a Linha 7 e 34 para a Linha 11-Coral. A última deve ser entregue até o fim do ano para a Linha 11.

“Além de ar-condicionado e salão contínuo de passageiros (passagem livre entre os carros), os novos trens possuem monitoramento com câmeras na parte externa e interna e são acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência. Há sinalização visual para identificação de assentos preferenciais, espaço para cadeirantes, mapa com indicação luminosa das estações para deficientes auditivos e áudio para deficientes visuais. As composições dispõem ainda de monitores digitais internos com informações sobre a prestação de serviços, além de reconhecimento eletrônico automático do maquinista por meio de biometria”, informou a CPTM, em nota.

A Companhia informou ainda que está readequando a frota conforme a necessidade operacional, de forma a padronizar as linhas. Desde 2007, já entraram em operação 169 novos trens em todas as linhas da Companhia.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Eram bons mesmo apesar do banco duro pra quem tinha de ir até Jundiaí…ficava com a buda quadrada. e, unico meio de cochilar na viagem era recostar a cabeça na parede,,pois todos bancos eram laterais…mas eram eficientes, na época(1990) em que EU mesmo comecei uma luta árdua para que o governador interviesse na empresa federal, tomando logo após das mãos da CBTU. Era 1991 quando Luiz Fleury foi ao presidente Itamar e pediu a concessão das linhas metropolitanas de SP….(A Voz do Brasil) Meu grito e luta não foram em vão….Hoje a realidade se chama CPTM

  2. Robervaldo disse:

    É só falta por pra andar mais rápido que é o que enteressa

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