Representação das empresas de ônibus disse ao Diário do Transporte que substituição será aos poucos. SPTrans afirma que não haverá demissões
ADAMO BAZANI
Um dia depois da confirmação oficial pela SPTrans – São Paulo Transporte de uma circular que prevê ônibus sem cobradores no subsistema estrutural (linhas troncais), o sindicato dos motoristas se manifestou por meio de um vídeo.
A entidade diz que quer que a prefeitura volte atrás na determinação.
Desde segunda-feira, por meio da assessoria de imprensa, o Diário do Transporte busca um posicionamento da entidade de trabalhadores.
A SPTrans se pronunciou por meio de nota, dizendo que não haverá demissões, e o presidente do SPUrbanuss, sindicato que reúne as viações, Francisco Christovam, disse em entrevista ao Diário do Transporte que acredita que o aproveitamento da maior parte dos 17 mil cobradores em outros cargos no sistema de ônibus da cidade será possível porque o fim da será aos poucos e também pelo atual índice de rotatividade dos cobradores, em torno de 20%, de acordo com o representante das companhias.
Na entrevista, Francisco Christovam também negou que haverá demissões em massa da categoria.
Relembre:
https://diariodotransporte.com.br/2019/06/18/fim-cobradores-onibus-sp-noticias/
No vídeo, o presidente do Sindimotoristas, Valmir Santana, gravado após encontro nesta terça-feira, 18, com o presidente do SPUrbanuss e com o secretário municipal de mobilidade e transportes, Edson Caran, disse que a entidade foi pega de surpresa pela circular e quer que a determinação seja suspensa.
A SPTrans enviou no dia 11 de junho uma circular às empresas de ônibus do atual subsistema estrutural (viações com linhas centrais), que autoriza os novos veículos dos tipos padron e básico a serem inseridos nos serviços, a partir de 02 de setembro de 2019, sem o posto do cobrador (assento e caixa armazenadora de dinheiro).
Ônibus Padron é tipo de motor traseiro e piso baixo (com até 15 metros de comprimento) e ônibus básico é o de tamanho comum com motor na frente e elevador para acessibilidade.
Por meio de grupos de WhatsApp e redes sociais, como Facebook, motoristas e cobradores têm se mostrado preocupados e descontentes com a demora do sindicato dos trabalhadores em dar um posicionamento imediato sobre o assunto.
Já outros membros aprovaram a participação da entidade no encontro com as empresas de ônibus e secretaria de transportes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
