Paralisação total da frota segue pelo menos até esta quinta-feira, 13, data de audiência na Justiça do Trabalho
ALEXANDRE PELEGI
A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Itabuna, sul da Bahia, completa 9 dias nesta quarta-feira, 12 de junho de 2019.
A paralisação afeta 50 mil pessoas, que estão sem acesso aos ônibus na cidade. São 92 coletivos sem circular, 100% da frota que opera na cidade.
A greve deve durar, pelo menos, até esta quinta-feira, 13, data de audiência na Justiça do Trabalho marcada para Salvador, capital.
No segundo dia do movimento paredista, na terça-feira, 4, a Justiça concedeu liminar determinando a circulação de 30% da frota durante a greve. A categoria acatou parte da decisão, mas na quinta-feira, 6, os rodoviários suspenderem totalmente as atividades após não receberem o salário referente ao mês de maio.
A greve dos rodoviários é por reajuste de 5% nos salários e 9% no ticket-alimentação. Quatrocentos e quarenta motoristas e cobradores aderiram ao movimento. Além disso, a greve protesta contra o não recebimento dos salários de maio.
As empresas São Miguel e Sorriso da Bahia, concessionárias do transporte coletivo local, condicionam conceder reajuste salarial de 2% a um aumento na tarifa de mais de 25%, o que elevaria a passagem dos atuais R$ 3,00 para R$ 3,80.
Em coletiva nesta segunda-feira, 10, o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, manifestou-se favorável ao aumento da passagem de ônibus, alegando haver “gratuidades demais”.
Gomes citou as tarifas de outras cidades do estado, como Vitória da Conquista (R$ 3,80), Ilhéus (R$ 3,80) e Feira de Santana (R$ 4,00), atualmente bem mais caras.
O prefeito afirmou que deve reajustar a tarifa nos próximos dias, mas não decidiu ainda se o novo valor será “R$ 3,30 ou R$ 3,50″.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
