Companhias dizem que também não pode haver bloqueios nas garagens. Sindicatos de trabalhadores afirmam que transportes vão parar contra Reforma da Previdência e Jair Bolsonaro
ADAMO BAZANI
O SPUrbanuss, sindicato que reúne as empresas de ônibus da capital paulista, notificou na tarde desta terça-feira, 11 de junho de 2019, o Sindimotoristas, que representa os trabalhadores, para que mantenham atendimento mínimo caso os funcionários decidam aderir à greve geral anunciada pelas centrais sindicais para ocorrer na sexta-feira, 14 de junho de 2019.
A entidade patronal, no ofício, afirma que a lei federal 7.783, de 1989, determina que em serviços essenciais, como é o caso de transporte público, deve ser garantido o atendimento mínimo à população.
As empresas de ônibus pedem ainda que não sejam bloqueadas as saídas das garagens e que, se houver depredações, o sindicato dos trabalhadores pode ser responsabilizado judicialmente.
O ofício é endereçado ao presidente em exercício do Sindimotoristas, Valmir Santana da Paz (Sorriso).
Nesta segunda, o Diário do Transporte esteve numa plenária que reuniu diversas centrais sindicais na sede do Sindimotoristas, na região da Liberdade, na capital paulista.
Na ocasião, Sorriso disse à reportagem que todos os trabalhadores devem participar da greve geral, tanto os condutores do subsistema local da capital paulista (ex-cooperativas) como das viações mais tradicionais do subsistema estrutural.
“A paralisação será o dia todo. É o que foi definido pela Frente Parlamentar e discutido aqui hoje nessa plenária do movimento sindical. Foi dessa forma que foi encaminhado e é dessa forma que temos que cumprir”, afirmou.
Os sindicatos informaram que deve haver paralisação dos ônibus da capital paulista, trens da maior parte das linhas da CPTM, metrô, ônibus de Guarulhos e Arujá, ônibus de Mogi das Cruzes e região, ônibus rodoviários com garagens no Estado de São Paulo, ônibus na Baixada Santista, entre outros serviços de transportes.
O coordenador do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo, disse que a entidade também articula a paralisação dos serviços das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, que são de operações privadas, porque segundo ele, a Justiça reconheceu na semana passada a representatividade do sindicato sobre estes trabalhadores.
Os sindicalistas disseram que não há intenção de colocar frota mínima em operação.
O Sintetra, sindicato dos trabalhadores de transportes do ABC, deve decidir nesta quarta-feira se os ônibus na região vão parar ou não.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
