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Não haverá greve de ônibus em São Paulo, decide assembleia

Operações de ônibus devem ser normais em toda a cidade de São Paulo. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) - Clique para Ampliar

Trabalhadores aceitaram propostas oferecidas pelas companhias de transportes

ADAMO BAZANI

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista decidiram em assembleia na tarde desta quarta-feira, 22 de maio de 2019, aceitar as propostas feitas pelas viações.

Com isso, a greve que havia sido marcada para esta quinta-feira, 23, foi descartada.

As empresas de ônibus, por meio do SPUrbanuss, sindicato patronal, ofereceram reajuste salarial de 5,10% nas negociações que ocorreram nesta semana. Inicialmente, a proposta era de 4,42% para reposição da inflação.

O pedido inicial dos trabalhadores, representados pelo Sindmotoristas, era de aumento real de 3% mais a reposição inflacionária, o que daria em torno de 8% no total.

Também houve consenso sobre os benefícios, como o tíquete-refeição, e a PLR – Participação nos Lucros e Resultados, que era um dos principais entraves para o acordo.

A PLR será condicionada ao número de faltas, sendo escalonada podendo chegar a R$ 1500,00 para o funcionário que não tiver faltado nenhum dia.

R$ 1200 com qualquer número de falta
R$ 1.300 para quem tiver 10 faltas ou mais ,
R$ 1.400 para quem tiver até 05 faltas
R$ 1.500 para quem não tiver faltas .

Anteriormente, a categoria pedia R$ 2 mil sem esta ligação com os dias de falta.

O tíquete refeição vai para R$ 25,20.

Presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa e assembleia na capital paulista nesta quarta-feira, 22

Para evitar greve, as empresas de ônibus chegaram a pedir a Justiça no início da semana, dissídio coletivo, que acabou não sendo necessário.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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