VLT Carioca solicita autorização para iniciar operação da Linha 3

Publicado em: 10 de maio de 2019

Pedido formal foi entregue à prefeitura do Rio de Janeiro; último trecho previsto ligará a Central do Brasil diretamente ao aeroporto Santos Dumont

ALEXANDRE PELEGI

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 9 de maio de 2019, a Concessionária do VLT Carioca informa que solicitou à Prefeitura do Rio autorização para colocar em operação a linha 3, último trecho previsto no sistema, que ligará a Central do Brasil diretamente ao aeroporto Santos Dumont.

O novo trecho é a última entrega prevista no projeto e marca a consolidação de uma rede de 28km de trilhos, 29 paradas e estações e 32 trens que circulam desde junho de 2016 no Centro e Região Portuária do Rio”, descreve a nota.

Segundo a concessionário do modal, o percurso contará com 10 paradas, sendo três novas: Cristiano Ottoni-Pequena África (na praça de mesmo nome, também na região da Central), Camerino-Rosas Negras (na Marechal Floriano, próxima à rua de mesmo nome) e Santa Rita-Pretos Novos (também na Marechal Floriano, à altura da igreja homônima).

Os nomes contam com homenagens a ícones da cultura africana, batizados em consenso com o Iphan e entidades do movimento negro e sociedade civil”, diz a nota.

PROBLEMAS E PENDÊNCIAS

Por conta de um imbróglio envolvendo fruto a inadimplência do município com o VLT Carioca, a operação do novo trecho estava pendente, pois isso impedia à empresa quitar uma dívida com seu principal fornecedor.

Em março deste ano, a Concessionária VLT Carioca sustentava que a prefeitura do Rio de Janeiro devia em torno de R$ 110 milhões referentes a repasses atrasados. Segundo o grupo de empresas, a prefeitura deveria pagar 270 parcelas de R$ 9 milhões para compensar os valores investidos nas obras.

Até agora, o VLT Carioca diz que a prefeitura ainda não quitou a dívida.

A concessionária e seus acionistas renegociaram a dívida com a Alston, o que permitiu a liberação da Linha 3. A expectativa é que isso possibilite aumento no número de passageiros e, por conseguinte de receitas.

Em nota, o Consórcio VLT informou que com a inadimplência da prefeitura, além do acordo com o fornecedor “foi necessária uma reestruturação no quadro de colaboradores da concessionária, que demitiu mais de 100 pessoas no último mês“.

A concessionária VLT Carioca é um consórcio formado pelas empresas do Grupo CCR (CIIS – Companhia de Investimentos em Infraestrutura e Serviços 24,9317%), Odebrecht Mobilidade (24,9317%), Invepar (24,9317%) e Riopar Participações (24,9317%). A BRt – Benito Roggio Transporte (0,2506%) e a RATP do Brasil Operações – Participações e Prestações de Serviços para Transporte (0,0226%), segundo o site da concessionária.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. MAURO APOLINARIO disse:

    Fui ao Rio e me hospedei na regiao portuaria..e o VLT se mostrou muito eficiente para se rodar na regiao central e ate o aeroporto.

Deixe uma resposta