Produção da Marcopolo cresce 23% com ampliação de receita de 17,5% no primeiro trimestre

Micro-ônibus foram destaque com crescimento de 100%. Foto: Ronaldo Santos – Clique para Ampliar

Foram fabricadas 3.072 unidades. Lucro líquido retraiu 12,7%. Rodoviários tiveram queda

ADAMO BAZANI

A Marcopolo anunciou no início da noite desta segunda-feira, 06 de maio de 2019, que registou no primeiro trimestre deste ano crescimento de 17,5%, com receita operacional líquida de R$ 898,6 milhões. No primeiro trimestre de 2018, a receita foi de R$ 764,8 milhões.

As vendas no Brasil cresceram 23,3% chegando a R$ 411,3 milhões, segundo a empresa. Já o lucro líquido retraiu 12,7% e totalizou R$ 27,0 milhões, contra R$ 30,9 milhões, no ano anterior.

A produção teve alta de 23%, segundo o diretor de Relações com Investidores da Marcopolo, José Antonio Valiati, em nota, sendo que, segundo o executivo, em torno de 1/3 das carrocerias foram para o mercado externo.

“A Marcopolo ampliou a produção em mais de 23% neste primeiro trimestre, passando de 2.489 unidades para 3.072 unidades, entre todos os modelos feitos no Brasil. Deste total, quase 1.000 foram para clientes do exterior”, destacou na nota.

RODOVIÁRIOS EM QUEDA.

A Marcopolo ainda afirmou que registrou alta em todos os segmentos de ônibus, menos entre os rodoviários, cuja queda foi de 12,2% no primeiro trimestres deste ano em comparação ao mesmo período de 2018.

A empresa diz que o motivo é o que considera “acomodação após a antecipação de demanda provocada pela norma de acessibilidade de outubro de 2018, de obrigatoriedade do elevador nos veículos”.

Os elevadores podem deixar os ônibus rodoviários entre 10% e 30% mais caros, dependendo dos modelos e, apesar de os equipamentos oferecerem acessibilidade aos “clientes” das viações e maior conforto às pessoas com deficiência, os empresários “correram” para antecipar as renovações e comprarem ônibus mais baratos.

Na nota, a Marcopolo diz acreditar que até o final do ano, o volume de vendas de rodoviários deve ser estabilizado.

URBANOS:

Já no segmento de ônibus urbanos, a Marcopolo registrou alta de 15,1%. Na nota, para explicar parte do resultado, a empresa cita exportações e acredita que o ritmo vai continuar positivo por causa da conclusão de licitações de grandes sistemas, como da capital paulista.

“No segmento de ônibus urbanos o crescimento de 15,1% na produção da Marcopolo demonstra a elevação de demanda e o bom momento das exportações desses modelos, especialmente em função do câmbio e de compras voltadas à renovação da frota na cidade de Santiago, Chile. Outro fator que deve contribuir com a demanda do segmento ao longo do ano é a conclusão do processo de licitação das linhas da cidade de São Paulo, prevista para o primeiro semestre deste ano.”

MICROS 100%

A maior alta da produção da Marcopolo foi no segmento de micro-ônibus: 100% no primeiro trimestre, de acordo com o comunicado. Foram 585 carrocerias e as pequenas empresas se destacaram no volume de encomendas.

No segmento de micro-ônibus, o crescimento da Marcopolo foi de mais de 100%, com 585 unidades fabricadas, contra 291, no mesmo período do ano passado, sobretudo pela demanda de clientes do mercado nacional, principalmente por pequenos frotistas.

CAMINHO DA ESCOLA:

As entregas dos ônibus escolares para o Programa Caminho da Escola do Governo Federal, têm movimentado o mercado de veículos de transporte coletivo e com a Marcopolo não tem sido diferente. Foram 488 unidades da marca no primeiro trimestre. Até metade do ano, o total deve chegar a quase mil veículos.

Um dos destaques da Marcopolo no primeiro trimestre foi a entrega de 488 veículos vinculados ao programa Caminho da Escola, sendo 170 micros, 147 urbanos e 171 modelos Volare. O volume faz parte da carteira de quase mil unidades previstas para o primeiro semestre deste ano e se refere à licitação realizada em fevereiro de 2018.

POLOMEX FOI O DESTAQUE NO EXTERIOR:

A Marcopolo destacou também as atividades no exterior com filiais, subsidiárias e empresas coligadas.

A unidade controlada mexicana Polomex teve crescimento de 155,6% e a Superpolo, da Colômbia, foi de 65,5%.

Em relação às unidades externas, os destaques foram os desempenhos da unidade controlada mexicana Polomex, com crescimento de 155,6% e boas perspectivas no segmento de rodoviários e urbanos para o restante do ano, e da coligada colombiana Superpolo, com alta de 65,5% na comparação trimestral, beneficiada pela renovação da frota de Bogotá, na Colômbia.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Claudio disse:

    Porque as ações Pomo 3 e Pomo 4 não avançam na Bolsa de Valores ???

  2. Heron m. Hott disse:

    Muito Bonito o novo modelo ,e me parece ser muito bom dirigir um desses se Deus quiser em breve.

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Segunda feira utilizei um G-7 semi novo e ao sair do buzão, abri a porta da cabine do piloto e quase cai; pois meu pé despencou num vazio, em função do degrau do corredor e eu quase caí no painel.

    Tudo bem, fazia tempo que eu não utilizava o buzão rodoviário.

    Mas por força do hábito nem pensei no degrau no final do corredor, afinal buzões rodoviários tinham uma rampa no corredor e não um degrau.

    Eu queria só saber uma coisa da Marcopolo:

    Por que está involução; um degrau ao invés de uma rampa?

    Fica aí para reflexão de todos.

    As condições técnicas e designer não têm prioridade sobre o conforto e segurança do passageiro ao utilizar qualquer marca de carroceria.

    Se eu tivesse o poder da caneta, seria proibido fabricar carroceria de buzão com degrau interno; muito menos o alto.

    Lembrando que até o Volare 5 tem degrau interno.

    Att,

    Paulo Gil

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