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Metrô do Rio inova com pagamento com tecnologia de aproximação

Sistema foi testado em Londres

Após Londres, que testou tecnologia por 4 anos, sistema metroviário carioca é o primeiro a usar funcionalidade que substitui a bilhetagem em papel e os cartões pré-pagos que precisam de recarga

ALEXANDRE PELEGI

Desde ontem o metrô da cidade do Rio de Janeiro inaugurou um novo meio de pagamento.

Os 900 mil passageiros que usam o sistema diariamente já podem pagar a tarifa pelo sistema “contactless” (sem contato). Basta aproximar da catraca seu cartão de crédito, celular, pulseira ou relógio com a tecnologia NFC (Near Field Communication).

O Rio de Janeiro inaugura no Brasil algo que o metrô de Londres usou durante quatro anos, até outubro de 2018. Na capital do Reino Unido foram registradas 2 bilhões de viagens utilizando essa tecnologia, que substitui o sistema de bilhetagem em papel e os cartões pré-pagos que precisam ser recarregados

Agora no Rio, para tomar o metrô não há mais necessidade de comprar o bilhete, basta tão somente aproximar o dispositivo com a tecnologia NFC direto em uma das catracas adaptadas em qualquer das 41 estações do metrô.

A cobrança é feita direto no cartão e o passageiro só paga quando receber a fatura mensal.

Por enquanto a novidade só funciona para os usuários de cartão de crédito bandeira Visa, emitido pelos bancos Banco do Brasil ou Bradesco.

Para celular é preciso a tecnologia NFC, que pode ser obtida por aplicativos online que habilitam a função. O app de pagamento transforma o smartphone em uma carteira digital, e pode ser instalado de todos os sistemas operacionais.

Em Londres, a tecnologia já está disseminada: mais de 90% dos ônibus da rede de transporte público aceitam pagamento por aproximação.

Em Campinas, como o Diário do Transporte já noticiou, o sistema ProCloud já permite o pagamento por meio de um QR Code carregado na tela do celular. São tecnologias diferentes, mas todas elas apontando para a massificação de meios de pagamento que dispensem a necessidade do bilhete físico. Relembre: Campinas: a caminho de uma “moeda única” para a mobilidade urbana?

Enquanto a tecnologia avança, os sistemas de transporte continuam atrasados quando o assunto é integrar os vários meios de pagamento.

É o caso emblemático da rede de transporte público da Grande São Paulo, onde o passageiro é obrigado a dispor de várias bilhetes físicos com diferentes valores para se locomover.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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