Mensalmente, viações terão de pagar até R$ 4,6 mil por ônibus dependendo do tipo de coletivo. Veículos melhores pagam mais
ADAMO BAZANI
A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos reajustou a taxa mensal que cobra das companhias de ônibus do Vale do Paraíba e Litoral Norte a título de gerenciamento. Trata-se da Resege – Receita dos Serviços de Gerenciamento e Fiscalização cobrada em regiões onde as viações atuam como permissionárias e não como concessionárias.
De acordo com a resolução 35, da STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos, publicada nesta sexta-feira, 12 de abril de 2019, as viações passam a pagar entre R$ 328,11, no caso de modelos menores, e R$ 4.613,30, para rodoviários seletivos, por mês para cada ônibus.
De acordo com as regras da Resege, na prática, quanto melhor for o ônibus, mais cara vai ser a taxa.
Apesar de a remuneração pelo tipo de veículo estar contemplado na tarifa, as empresas dizem que a forma de cobrança desestimula a colocação de ônibus melhores nas linhas.
Como exemplo, na resolução, está a diferença entre a Resege de ônibus básicos comuns (R$ 947,23) para os padrons de três portas (R$ 1.089,83).
A diferença é de R$ 142,60 por ônibus. Se a companhia tiver 50 coletivos, por exemplo, teria de pagar todo mês à EMTU, R$ 7130 a mais para operar com ônibus padrons em vez de básicos, onde incide a Resege.
A resolução passa a vigorar nesta sexta-feira, mas é retroativa a 20 de janeiro.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
