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Paulo Guedes descarta fim de livre comércio para montadoras entre Brasil e México

Guedes negou pessoalmente o pedido das montadoras para restabelecer o sistema de cotas que regulava o comércio automotivo entre os países. Foto: Divulgação.

Ministro quer acordo amplo, que contemple ônibus e caminhões

JESSICA MARQUES

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou pessoalmente o pedido das montadoras para restabelecer o sistema de cotas que regulava o comércio automotivo entre Brasil e México.

Desta forma, foi descartado o fim do livre comércio para montadoras entre os dois países. Desde o dia 19 de março, carros e autopeças circulam entre os dois países sem pagar tarifa de importação.

As montadoras justificam que o Brasil não é competitivo o bastante para isso e que as empresas mexicanas seriam favoráveis à retomada das cotas. Quando o livre-comércio foi estabelecido, a exigência de peças produzidas localmente subiu de 35% para 40%.

A resposta do ministro foi que o país vai voltar a negociar com o México a partir da segunda quinzena de abril com o objetivo de abrir mercados. A intenção seria trocar a redução no conteúdo local dos carros por um acordo amplo, que contemple ônibus e caminhões e eventualmente outros setores da economia.

Os ministérios da Economia e das Relações Exteriores anunciaram em 18 de março de 2019, o início do livre comércio de veículos de pequeno porte. O livre comércio de ônibus e caminhões passa a vigorar a partir de 2020, ainda segundo as pastas.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/03/19/a-partir-de-2020-brasil-e-mexico-terao-livre-comercio-de-onibus-e-caminhoes/

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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