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Com R$ 1 bi em sinalização e energia, CPTM estima reduzir intervalos para 3 minutos e aumentar oferta em 600 mil lugares nos trens

Trens da linha 10 - Turquesa estão entre os que serão trocados.Foto: Adamo Bazani - Diário do Transporte / Clique para Ampliar

Previsão está em apresentação de investimentos da STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos. CPTM ainda projeta 65 novos trens por R$ 2 bilhões

ADAMO BAZANI

O sistema da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos terá até 2022, 600 mil lugares a mais disponíveis para os passageiros e os intervalos devem ser reduzidos para três minutos entre as composições.

As metas estão em uma apresentação atribuída à STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos obtida pela reportagem do Diário do Transporte.

A apresentação mostra uma estimativa de investimentos na CPTM, Metrô de São Paulo, rede de ônibus da EMTU e corredores de R$ 43,9 bilhões entre 2019 e 2022. Deste valor, R$ 29,1 bilhões serão recursos diretos do Governo do Estado de São Paulo e R$ 14,8 bilhões pela iniciativa privada, em especial por meio de PPPs – Parcerias Públicos Privadas e também, concessões.

 

Estas metas de aumento de lugares e redução dos intervalos serão possíveis de ser atendidas, de acordo com a apresentação, pelos investimentos previstos em sinalização (sistemas mais modernos de controle de trens) e nos sistemas de energia elétrica.

Os investimentos serão de R$ 1,02 bilhão até 2022, sendo R$ 560,3 milhões para energia elétrica e R$ 467 milhões.

As viagens devem se tornar 25% mais rápidas, ainda de acordo com as estimativas:

65 NOVOS TRENS:

A CPTM deve receber também 65 novos trens para substitui as frotas antigas.

Os investimentos devem ser de R$ 2,08 bilhões e, segundo a apresentação, os benefícios serão sentidos a partir de 2021 pela população, sendo que os recursos já começarão a ser usados em de 2020, com R$ 246,5 milhões previstos.

Foram apresentados três cenários de financiamento possíveis, por meio leasing, que poderia abranger 35 trens; por PPP – Parceria Público Privada, que contemplaria 35 trens; ou financiamento direto, com previsão também de 35 trens entre o total de 65 composições.

Isso significa que o governo pretende ter mais de um modelo de financiamento para a renovação da frota da CPTM, mesclando possibilidades.

Oficialmente, em nota, a STM diz que não reconhece o relatório, e que ainda não definiu as prioridades dos investimentos

A Secretaria de Transportes Metropolitanos desconhece o relatório divulgado sobre investimentos da pasta. Projetos e obras da Secretaria estão em fase de reconhecimento pela nova gestão para a definição de prioridades.”

O Diário do Transporte confirmou a existência do documento de intenções junto a fontes ligadas à pasta, que reiteraram que as estimativas são levadas em consideração, mas que não se tratam da versão final dos projetos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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