Ingleses testam primeiro ônibus sem motorista no Reino Unido
Publicado em: 20 de março de 2019
Operadora Stagecoach realizou o teste em uma garagem em Manchester, nesta segunda-feira, 18 de março
ALEXANDRE PELEGI
Uma das maiores empresas de transporte do Reino Unido testou o primeiro ônibus da Grã-Bretanha com tecnologia driverless (sem motorista).
A Stagecoach realizou o teste em sua garagem na cidade de Manchester, noroeste da Inglaterra, nesta segunda-feira, 18 de março de 2019. O vídeo produzido pela empresa mostra o ônibus se movendo por conta própria enquanto o motorista se recosta e relaxa ao volante. Veja:
O ônibus usou vários sensores para se movimentar na garagem. Radar, câmeras óticas e ultrassom foram utilizados para planejar um percurso para o veículo, enquanto objetos e obstáculos eram detectados.
A expectativa é que a tecnologia proporcione benefícios futuros durante as viagens de passageiros, como a emissão de um aviso ao motorista quando um ciclista ou pedestre estiver em um ponto cego.
Segundo as atuais regras britânicas referentes a veículos autônomos, um motorista de ônibus deve permanecer a bordo do veículo em todos os momentos durante o percurso.
A operadora Stagecoach revelou que o software que está sendo usado em Manchester formará a base de outro projeto-piloto no próximo ano, envolvendo cinco ônibus autônomos que transportam passageiros entre as cidades da Escócia Edimburgo e Fife. As informações são do jornal britânico Independent.
TEXAS
A notícia de Manchester surge após o lançamento de um serviço de entrega de supermercado realizada por veículo autônomo no Texas. O projeto foi criado pela cadeia de supermercados americana Kroger e pela empresa de robótica Nuro.
O serviço com sede nos EUA fará entregas aos clientes em quatro regiões no entorno de duas lojas da Kroger, em Houston, no Texas.
Os clientes poderão acessar o serviço sete dias por semana e poderão acompanhar sua entrega ao vivo por meio de um aplicativo.
Quanto à segurança, a empresa afirma que o seu veículo personalizado tem um monitoramento remoto da operadora em todos os momentos, “capaz de assumir em caso de um risco potencial não gerenciado”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

