Bruno Covas destina R$ 11,3 milhões para reforma e requalificação de corredores de ônibus

Publicado em: 13 de março de 2019

Ônibus em faixas na Radial Leste. Região é uma das que esperam corredores de ônibus há muito tempo. Foto: Adamo Bazani / Diário do Transporte – Clique para Ampliar

Prefeitura está longe da meta de 72 km até o final da gestão

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

O prefeito de São Paulo remanejou R$ 11,3 milhões para obras de ampliação, reforma e requalificação de corredores de ônibus na cidade de São Paulo.
O ato ocorre um mês depois de a gestão ter tirado R$ 12,3 milhões dos corredores de ônibus para reforma do Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo.
Relembre: Bruno Covas remaneja para o Autódromo de Interlagos R$ 12,3 milhões que seriam para corredores de ônibus

O remanejamento oficializado nesta quarta-feira, 13 de março de 2019, faz parte de uma abertura de crédito adicional no valor de R$ 53,9 milhões que envolve diversas áreas da administração.

Apesar do remanejamento, insuficiente para grandes obras, o prefeito Bruno Covas admitiu no último mês ser difícil cumprir a meta de 72 km de novos corredores na cidade.

Apenas 3,3 km da extensão do Corredor Berrini, na zona Sul, foram inaugurados.
O foco agora deve ser a reforma dos corredores já existentes.

A ausência de uma rede de corredores de ônibus adequada ao número de coletivos na cidade (14.103) e à demanda de 9,5 milhões de registros de passageiros por dia é apontada por especialistas, empresas de ônibus e técnicos da própria prefeitura como um dos motivos de os serviços de transportes na cidade não serem melhores e os custos não reduzirem.

Dos 17 mil km de vias de São Paulo, apenas cerca de 130 km são ocupados por corredores de ônibus, dos quais somente 8 km são do tipo BRT – Bus Rapid Transit, referentes ao trecho entre os terminais Sacomã e Mercado, do Expresso Tiradentes, realmente segregados dos demais veículos, sem conversões de carros e compartilhamento com outros veículos, como táxis.

Enquanto, em geral, a média de velocidade dos corredores de ônibus à esquerda em São Paulo varia entre 12 km/h e 25 km/h, a velocidade comercial dos ônibus no Expresso Tiradentes varia entre 46 km/h e 48 km/h.

Muitos dos corredores que ainda não saíram do papel foram apresentados em 2011, pelo então prefeito Gilberto Kassab.

Na gestão Haddad, em 2014, o TCM – Tribunal de Contas do Município barrou uma licitação que englobaria em torno de 150 quilômetros de corredores.

O órgão de contas contestou a metodologia da licitação que seria única.

A licitação foi desmembrada, mas alguns projetos de corredores continuaram com problemas, sendo apontados pelo TCM e TCU – Tribunal de Contas da União.

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Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes

Comentários

  1. A Tiradentes para por ali em S Mateus..fico triste com promessas não cumpridas…e lá no extremo leste, ninguém vai ver.

  2. Pedro disse:

    O governo do PSDB e assim mesmo eles economizam dinheiro não fazendo as obras necessárias, lembrem os apagões do Fernando Henrique, não investia em nada, ele investia sim no que ia ser privatizado e depois vendia a preço de custo.

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