Secretarias de Transportes e de Saúde da cidade de São Paulo vão integrar informações de acidentes de trânsito e no transporte público

Ocorrências em trânsito de São Paulo serão monitoradas em conjunto por profissionais das áreas de saúde e mobilidade. Foto: Adamo Bazani/Diário do Transporte – Clique para Ampliar

Decreto de Bruno Covas institui grupo de trabalho que vai acompanhar perfis das ocorrências e desenvolver uma plataforma tecnológica para o compartilhamento dos dados entre as duas secretarias

ADAMO BAZANI

As secretarias de Mobilidade e Transportes e de Saúde de São Paulo vão integrar informações sobre acidentes de trânsito e no transporte coletivo da capital.

É o que determina o decreto 58.638, do prefeito Bruno Covas, publicado na edição deste sábado, 23 de fevereiro de 2019.

Os atendimentos de ocorrências de trânsito pela CET, SPTrans e por serviços de resgate como o SAMU vão ficar gravados num banco de dados que será acessado por técnicos das duas secretarias.

Segundo o decreto, um dos objetivos do banco de dados é fazer com que a prefeitura desenvolva ações práticas e mais assertivas para reduzir acidentes, com base em evidências reais.

“As Secretarias Municipais  de  Mobilidade  e  Transportes  e  da  Saúde,  diretamente  ou  por  intermédio  dos  órgãos  a elas vinculados, com recursos humanos e financeiros próprios ou  por  meio  de  parcerias  formalizadas  com  outros  entes,  observadas  as  normas  de  proteção  de  dados  pessoais,  deverão  promover  a  integração  de  suas  bases  de  dados  relativas  a  acidentes  de  trânsito  e  à  saúde,  para  a  formulação,  implementação, monitoramento, avaliação e revisão de políticas públicas baseadas em evidências”

Para o desenvolvimento da tecnologia que vai reunir os dados e das formas de classificação das ocorrências, o decreto institui um grupo de trabalho que vai contar com técnicos de autarquias das duas pastas: Gerência de Segurança no Trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego – GST/CET; da Gerência de Informática da Companhia de Engenharia de Tráfego – GIN/CET; da Coordenadoria de Vigilância em Saúde – COVISA; Coordenação de Epidemiologia e Informação – CEInfo e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU.

O grupo ainda vai contar com um membro da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito – BIGRS, que tem um acordo de colaboração com o município. Este membro vai ser indicado pela Vital Strategies – Brazil, uma organização internacional voltada para políticas e inteligência na área de saúde pública.

A relação dos nomes dos integrantes de todos os membros do grupo de trabalho deve ser entregue pelas autarquias e prestadoras de serviços em 30 dias.

O decreto diz ainda que os dados pessoais das vítimas de acidentes, como nomes e números de documentos, devem ser mantidos em sigilo.

Não foi definida uma data para o banco de dados estar pronto, o que deve ser combinado quando o grupo de trabalho estiver montado. O decreto, entretanto, diz que a ferramenta tecnológica deve ser concluída ainda neste ano.

“etapa de construção das  análises  e  desenvolvimento  de  ferramenta  de  software,  que  deverá  ser  necessariamente  concluída  até  o  final  do  corrente  ano,  para  automatizar  e  ope-racionalizar a integração de dados de acidentes de trânsito e de saúde  do  Município  de  São  Paulo,  segundo  encaminhamentos  do  Grupo  de  Trabalho,  com  participação  do  parceiro  técnico  referido  no  inciso  III  do  “caput”  do  artigo  3º  deste  decreto  no  tocante ao desenvolvimento do código-fonte”

Os dados gerais, com os sigilos como de nomes de vítimas, poderão ser disponibilizados para acesso da população.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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