Segundo o prefeito, não há recurso no orçamento municipal para arcar com os subsídios sem reajuste
JESSICA MARQUES
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse nesta quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019, que a redução da tarifa do transporte coletivo implicaria em 25 dias sem ônibus na capital paulista. A Prefeitura informou que não foi notificada da decisão e, assim que houver notificação, vai recorrer.
“Se tivermos que abrir mão do aumento da tarifa, estamos falando de um aumento de R$ 570 milhões em subsídios aos ônibus da cidade de São Paulo. A Prefeitura não tem esse dinheiro disponível, então significaria que a partir do dia 5 de dezembro a gente não teria mais ônibus circulando na cidade de São Paulo até o fim do ano”, disse o prefeito, em entrevista coletiva.
Segundo Covas, um aumento menor seria mais viável do que a suspensão de todo o reajuste.
“Entre um não aumento e um aumento menor, significaria algo entre zero e R$ 576 milhões milhões. Significaria deixar de circular entre 0 e 25 dias na cidade de São Paulo, porque não tem recurso sobrando no orçamento municipal”, afirmou.
Ainda de acordo com o prefeito, o reajuste foi baseado na reposição da inflação ao longo dos últimos 3 anos, que foi de 3%. Quando questionado sobre o fato de a Defensoria Pública afirmar que o aumento foi maior que a inflação, Covas respondeu que é porque a análise foi feita considerando apenas 2018 e 2019.
Ouça a entrevista, na íntegra:
DECISÃO
A juíza Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública da capital paulista, determinou a suspensão do reajuste da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, que passou a vigorar em 07 de janeiro deste ano.
Em sua decisão, a magistrada atende a ação da Defensoria Pública que alega que não houve critérios, parâmetros técnicos e contratuais para um reajuste acima da inflação acumulada do ultimo ano.
Relembre: Atendendo a Defensoria, Justiça suspende aumento de tarifa de ônibus de São Paulo
Jessica Marques para o Diário do Transporte
