Subadutora rompe em obra do corredor BRT de Campinas

Essa é a terceira vez que um acidente deste tipo ocorre. Foto: Eliseu Matias.

Acidente deixa 10 bairros sem água no município

JESSICA MARQUES

Uma subadutora se rompeu durante a execução das obras do corredor BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) em Campinas, no interior de São Paulo. O acidente ocorreu na tarde desta terça-feira, 12 de fevereiro de 2019, e deixou 10 bairros sem água no município.

Segundo informações do G1, o rompimento ocorreu na Avenida John Boyd Dunlop, altura do Campus II da PUC.

Em nota, a Sanasa, responsável pelo abastecimento de água de campinas, informou que os registros foram fechados às 16h15 e o abastecimento está previsto para ser normalizado apenas após a meia-noite.

Os locais afetados pela falta de água foram Parque dos Eucaliptos, Jardim Roseira, Parque da Fazenda, Jardim Ipaussurama, Jardim Satélite Íris I, Jardim São Judas Tadeu, Jardim Ouro Preto, Projeto Uruguai, Jardim Maringá, Jardim Canaã, Cemitério Parque das Flores, Shopping Parque das Bandeiras e o Hospital da PUC-Campinas.

Para o hospital, a Sanasa informou que disponibilizou caminhões-pipa para evitar desabastecimento.

De acordo com a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), agentes de mobilidade urbana foram encaminhados ao local.

REINCIDÊNCIA

Essa é a terceira vez em que o rompimento de uma adutora é provocado pelas obras do BRT de Campinas. Em novembro de 2018, dois casos foram registrados na região do Campo Grande.

O primeiro incidente ocorreu no dia 19 e o segundo, no dia 21, deixando sete bairros sem abastecimento de água.

ETAPAS

A Prefeitura de Campinas divulgou as etapas da obra do BRT Campo Grande. Confira, na íntegra, os detalhes:

“A nova frente de obras está dentro do Lote 2, Trecho 2, da implantação do BRT, que vai da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km de extensão. As obras do Corredor BRT chegaram à JBD em agosto de 2018, entre a região do Satélite Íris até após o viaduto da linha férrea, no Jardim Florence. Nesta região, ocorrem obras de implantação de pavimento e construção das estações Florence e Rossin, em trecho de 960 metros.

Em setembro, os trabalhos avançaram para trecho de 3,1 km da via expressa, entre o viaduto da Rodovia dos Bandeirantes até a região do Satélite Íris, nas proximidades da Pirelli. No local, está em andamento a implantação de novo pavimento, construção do Terminal Satélite Íris e de outras três estações.

As duas frentes já iniciadas integram o Lote 2, Trecho 3, da implantação do BRT. O trecho 3 compreende o viaduto da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. A responsável pela execução das obras é a empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio.

O BRT Campo Grande terá 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida JBD, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões. São 36,6 km de corredores, com previsão de conclusão total em meados de 2020.”

HISTÓRICO

O BRT de Campinas contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado. O sistema será mais seguro, rápido, eficiente e confiável.

O BRT Campo Grande terá 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte (pontes e viadutos).

O BRT Ouro Verde terá 14,6 km de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte (pontes e viadutos).

Entre os dois corredores haverá um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – tem custo total de R$ 451,5 milhões. Serão 36,6 km de corredores, com tempo total de obras de três anos, com entrega em meados de 2020.

LOTES

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.

– Lote 1: compreende o trecho 1 do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.

– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.

– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.

– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

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Comentários

Comentários

  1. Daniel Duarte disse:

    Só espero que o BRT de Campinas não esteja sendo construído às pressas como foram o Transcarioca e Transoeste na cidade do Rio de Janeiro, que hoje estão cheios de buracos.

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