Governador do DF adia envio de projeto que acaba com Passe Livre após repercussão negativa

Previsão é enviar o PL nesta sexta-feira, dia 8. Governador Ibaneis Rocha não abre mão de economia de R$ 150 milhões em corte de benefícios

ALEXANDRE PELEGI

Estava tudo certo: de olho numa economia de R$ 150 milhões, o Governo do Distrito Federal (GDF) iria enviar Projeto de lei à Câmara Legislativa (CLDF) na segunda-feira, dia 4 de fevereiro de 2019, propondo um corte radical nas gratuidades do Passe Livre Estudantil.

Com a repercussão negativa, o governador Ibaneis Rocha decidiu adiar por alguns dias o envio da proposta à Câmara Legislativa. A previsão agora é que o PL chegue à Casa de Leis na próxima sexta-feira, dia 8 de fevereiro.

Nesses poucos dias o governador pretende receber sugestões de sua equipe, mas com uma condição: que o corte de gastos, fixado em R$ 150 milhões, seja alcançado.

Outra decisão anunciada pelo governador, que participou da sessão de abertura dos trabalhos da 8ª Legislatura da Câmara, será a transferência do sistema de bilhetagem eletrônica do DFTrans para o Banco de Brasília (BRB). O objetivo é coibir as fraudes com o aumento da fiscalização.

Defendendo a proposta que limita as gratuidades no transporte público para os estudantes do DF, Ibaneis Rocha disse que, em um Estado plenamente quebrado, não faz sentido dar passe livre para quem tem condições de pagar. Ele lembrou que em várias capitais e grandes cidades do país as gratuidades são mais rígidas.

 “A conta de R$ 800 milhões vem do Passe Livre, das fraudes e das ações do governo para não encarecer o transporte público, pois temos de fazer a compensação tarifária. Não estou penalizando só os estudantes. A fiscalização será mais intensa. Por isso, está migrando do DFTrans para o BRB”, justificou.

PASSE LIVRE VAI ACABAR

O PL do governador Ibaneis Rocha propõe o fim das gratuidades do Passe Livre Estudantil. Em seu lugar, alunos “regularmente matriculados nos ensinos superior, médio e fundamental, da área urbana e rural” deverão pagar um terço da tarifa de ônibus e Metrô em seu deslocamento para as instituições de ensino.

Essa regra, no entanto, vale somente para estudantes com renda familiar total inferior a três salários mínimos, ou que sejam beneficiados por bolsa de estudo. O benefício se estende a estudantes da rede pública e particular.

Os alunos que não se enquadrarem nesses critérios pagarão a tarifa integral.

Em 2018 o DF gastou cerca de R$ 300 milhões para custear a tarifa grátis para todos os estudantes matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas. Esse valor representa 50% de todas as gratuidades do sistema de transporte da capital federal.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    A solução é simples para o DF e todo o Barsil.

    É só acabar com o desperdício do dinheiro do Contribuinte.

    Exemplos de Sampa.

    2 Aerotrens inacabados;

    1 metro com obras paralisadas;

    Efetuar contratação emergencial de empresa para examinar pontes que qualquer mortal vê a olho nú.

    RELAXO !

    Muda Barsil.

    Att,

    Paulo Gil

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