BRT Campo Grande, em Campinas, tem novo trecho de obras

O novo trecho passa pelos bairros Parque da Fazenda, Jardim Ibirapuera, Jardim Londres, Jardim Paulicéia, Vila Castelo Branco e Jardim Garcia. Foto: Divulgação.

Implantação do corredor ocorre na Avenida John Boyd Dunlop

JESSICA MARQUES

As obras de implantação do BRT (Bus Rapid Transit) Campo Grande, em Campinas, no interior de São Paulo, está em uma nova fase. A partir desta terça-feira, 22 de janeiro de 2019, as intervenções avançam na Avenida John Boyd Dunlop.

Segundo informações da Prefeitura, hoje, os trabalhos avançam para mais 1,1 quilômetro da via, desde a PUCC II até a altura da Avenida Transamazônica, próximo ao Colégio Raphael Di Santo.

O novo trecho passa pelos bairros Parque da Fazenda, Jardim Ibirapuera, Jardim Londres, Jardim Paulicéia, Vila Castelo Branco e Jardim Garcia. As obras consistem na demolição do canteiro central, implantação de novo pavimento para os veículos BRT e construção das estações Jardim Londres e Jardim Garcia, conforme informado pela Prefeitura, em nota.

No local, também será construída uma obra de arte (passagem inferior) sob a Avenida John Boyd Dunlop, na altura da Rua Sebastião Lázaro da Silva.

Para a execução da nova etapa, a Prefeitura anunciou que a via expressa da Avenida JBD precisou ser interditada ao tráfego de veículos no trecho em obras, em ambos os sentidos.

O trânsito está sendo desviado para as marginais e não haverá interdição no cruzamento entre as avenidas JBD e Brasília, que está liberado à passagem de motoristas e pedestres.

A velocidade máxima permitida no trecho impactado passa a ser de 40 km/h. O estacionamento de veículos fica proibido ao longo de todo o trecho em obras, em ambos os sentidos.

PONTOS DE ÔNIBUS

Desde 18 de janeiro, o ponto de táxi localizado na Rua José Rosolem, próximo ao Supermercado Covabra, no Jardim Garcia, foi remanejado para a Rua Lázaro Bittencourt de Camargo, na lateral do estacionamento do próprio Covabra.

Os ônibus que circulam pelo trecho da Avenida JBD, por sua vez, estão desviados para as vias marginais. Os pontos de ônibus serão remanejados para as marginais, na mesma direção das paradas tradicionais.

Segundo a Prefeitura, 17 linhas do transporte público serão impactadas: 116; 134; 210; 211; 212; 214; 220; 221; 222; 223; 224; 229; 230; 231; 240; 241 e 249.

A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), por sua vez, informou que adotou plano operacional de trânsito, transporte e comunicação, para minimizar os impactos à população e garantir a fluidez viária.

“Esse planejamento envolve várias equipes técnicas da Emdec, que atuam em conjunto para que a obra ocorra com o menor impacto possível à população. Esta será a terceira frente de trabalhos na Avenida John Boyd Dunlop, o que demonstra o quanto as obras de implantação do Corredor BRT avançam rapidamente em Campinas”, disse em nota o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro.

ETAPAS

A Prefeitura de Campinas divulgou as etapas da obra do BRT Campo Grande. Confira, na íntegra, os detalhes:

“A nova frente de obras está dentro do Lote 2, Trecho 2, da implantação do BRT, que vai da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km de extensão. As obras do Corredor BRT chegaram à JBD em agosto de 2018, entre a região do Satélite Íris até após o viaduto da linha férrea, no Jardim Florence. Nesta região, ocorrem obras de implantação de pavimento e construção das estações Florence e Rossin, em trecho de 960 metros.

Em setembro, os trabalhos avançaram para trecho de 3,1 km da via expressa, entre o viaduto da Rodovia dos Bandeirantes até a região do Satélite Íris, nas proximidades da Pirelli. No local, está em andamento a implantação de novo pavimento, construção do Terminal Satélite Íris e de outras três estações.

As duas frentes já iniciadas integram o Lote 2, Trecho 3, da implantação do BRT. O trecho 3 compreende o viaduto da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. A responsável pela execução das obras é a empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio.

O BRT Campo Grande terá 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida JBD, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões. São 36,6 km de corredores, com previsão de conclusão total em meados de 2020.”

HISTÓRICO

O BRT de Campinas contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado. O sistema será mais seguro, rápido, eficiente e confiável.

O BRT Campo Grande terá 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte (pontes e viadutos).

O BRT Ouro Verde terá 14,6 km de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte (pontes e viadutos).

Entre os dois corredores haverá um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – tem custo total de R$ 451,5 milhões. Serão 36,6 km de corredores, com tempo total de obras de três anos, com entrega em meados de 2020.

LOTES

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.

– Lote 1: compreende o trecho 1 do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.

– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.

– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.

– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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