São Paulo pode restringir circulação de patinetes elétricos em calçadas

Administração municipal pretende permitir patinetes apenas em ciclovias e ciclofaixas. Foto: Divulgação.

Com a intenção de evitar colisões, administração municipal também cogita limitar velocidade dos veículos a 20 km/h nos locais

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de São Paulo está estudando restringir a circulação de patinetes elétricos em calçadas. Com a intenção de evitar colisões, a administração municipal também cogita limitar velocidade dos veículos a 20 km/h nos locais.

A regulamentação do serviço já está sendo elaborada pela Prefeitura, segundo informações do Estadão. Com o documento, a administração municipal pretende permitir patinetes apenas em ciclovias e ciclofaixas.

Além disso, a intenção é determinar a velocidade máxima permitida pelos veículos com base no que já é estabelecido para as bicicletas. Desta forma, será possível andar a até 20 km/h.

O secretário municipal de Transportes e Mobilidade Edson Caram afirmou que o usuário deverá retirar o patinete da calçada, descer para a ciclovia ou ciclofaixa e seguir pelas vias dividindo espaço com as bicicletas.

Ainda conforme publicado pelo Estadão, do ponto de vista legal, a Prefeitura pode determinar velocidades diferentes para cada ciclofaixa e ciclovia da cidade. A decisão sobre esses limites, portanto, está prevista para ser divulgada após a regulamentação, pois a intenção da Prefeitura é avaliar o volume de uso de cada ciclofaixa e ciclovia.

“Vai ter de liberar e depois fazer análise volumétrica para saber se uma via está com muita intensidade e, para isso, precisa diminuir (a velocidade). Se está tranquilo, dá para manter”, afirmou o secretário, ao Estadão.

Na capital paulista, o serviço de aluguel de patinetes elétricos começou em agosto do ano passado, com a empresa Yellow. Até o momento, não existem regras específicas de São Paulo para o uso do meio de transporte.

No Brasil, a circulação de patinetes é regulamentada por resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que delimita velocidade máxima de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas, e 6 km/h nas calçadas, onde o trânsito for permitido.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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