Ataques criminosos contra ônibus continuam sendo registrados no Ceará

Publicado em: 21 de janeiro de 2019

Governo federal autorizou o envio de agentes da Força Nacional de Segurança Pública para auxiliar no combate aos ataques. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Na noite de domingo, outro veículo do transporte coletivo foi incendiado

JESSICA MARQUES

Os ataques criminosos contra ônibus continuam sendo registrados no Ceará. Os veículos do transporte coletivo estão sendo incendiados desde o dia 2 de janeiro de 2019.

Na noite desde domingo, 20 de janeiro, um ônibus foi incendiado em Fortaleza. O coletivo fazia a linha 348 e, no momento da ocorrência, estava no bairro Mondubim.

Segundo informações da mídia regional, os criminosos jogaram gasolina no interior do veículo e atearam fogo, mas as chamas foram controladas rapidamente, antes que pudessem se alastrar.

Além do ônibus incendiado, na madrugada desta segunda-feira, 21, um caminhão de lixo foi incendiado na cidade de Jaguaruana, a cerca de 170 quilômetros ao sul da capital. Um ônibus escolar também foi atacado na localidade de Panam, em Itarema.

Em todos os casos, ninguém se feriu. Os criminosos responsáveis por ambas as ações ainda não foram capturados ou identificados.

Já chegou a 403 o número de pessoas capturadas por envolvimento nos ataques criminosos que ocorrem há 20 dias no Ceará.

HISTÓRICO

Em 4 de janeiro, o governo federal autorizou o envio de agentes da Força Nacional de Segurança Pública para auxiliar no combate aos ataques, conforme publicado pela Agência Brasil.

No dia 13 deste mês, o governador Camilo Santana sancionou leis com o objetivo de combater os ataques, como a convocação de militares reservistas e o pagamento a quem fornecer informações que resultem na prisão de bandidos ou evitem ataques criminosos no estado.

Nesta semana, está previsto para chegar os primeiros integrantes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, subordinada ao Departamento Penitenciário Nacional.

Neste ano, o governo criou a secretaria de Administração Penitenciária e iniciou uma série de ações para combater o crime dentro dos presídios. Desde então, os ataques começaram a ser efetivados no estado.

Outra ação que motivou os crimes é que o estado informou que não vai mais reconhecer as facções e separar os presos seguindo este critério, nas penitenciárias.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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