Governador do Distrito Federal cogita desconto na tarifa de ônibus para quem deixar carro em estacionamentos

Projeto pretende desafogar trânsito de veículos direcionando motoristas para o transporte público. Foto: Divulgação.

Projeto denominado tarifa social tem como objetivo incentivar que cidadão siga viagem de transporte coletivo

JESSICA MARQUES

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, informou que está avaliando conceder um desconto na tarifa de ônibus para quem deixar carro em estacionamentos específicos e seguir viagem de transporte coletivo. O projeto é denominado tarifa social.

Conforme disse Ibaneis ao portal Metrópoles, a intenção é construir bolsões de estacionamento em regiões com grande fluxo de passageiros, como nas proximidades de estações do metrô, do BRT (Bus Rapid Transit) e do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos).

Desta forma, o motorista é incentivado a deixar o carro nesses locais e utilizar o transporte público, reduzindo a circulação de carros em regiões de grande movimento de automóveis.

“Estamos estudando uma parceria público-privada para a criação de bolsões de estacionamento perto das áreas do BRT e do metrô, e também na linha do BRT Sul até Santa Maria, para que as pessoas possam acessar e deixar o carro com segurança, fazendo isso dentro do bilhete integrado. E aí, sim, quem quiser vir de carro para o Plano Piloto e às áreas comerciais, vai pagar. Vou fazer a tarifa social: quem quiser deixar o carro lá paga pouco, e quem vier de carro para o Plano paga a passagem cheia”, disse.

O governador ainda não informou o valor que será cobrado por pessoa que seguir a viagem de ônibus e deixar o carro no estacionamento. De acordo com a reportagem de Manoela Alcântara e Caio Barbieri, do Metrópoles, dependendo do valor do desconto instituído pelo governo do Distrito Federal, os cofres públicos deverão arcar com a diferença.

Ibaneis também informou que cogita também cobrar valores em estacionamentos rotativos nas áreas centrais de Brasília, aplicando a chamada Zona Azul. O método, comum em grandes metrópoles, ainda não é aplicado no Distrito Federal.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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