Sem Plano de Mobilidade, e com pesquisa OD recém-concluída, Jundiaí opta por prorrogar contratos com atuais concessionárias do transporte coletivo

Prefeitura afirma que para promover nova licitação será preciso definir uma rede de transporte que reflita a realidade atual do município, o que depende do Plamob e dos dados da pesquisa origem-destino ainda em análise

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Jundiaí, interior de São Paulo, prorrogou por cinco anos os contratos de concessão dos serviços de transporte coletivo firmados com as empresas Viação Jundiaiense, Auto Ônibus Três Irmãos e Viação Leme.

Os extratos foram publicados no Diário Oficial do Município no dia 4 de janeiro de 2019.

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A prefeitura garantiu que a prorrogação do contrato foi necessária em vista da ausência de um Plano de Mobilidade Urbana, ainda em fase de elaboração.

Em nota dirigida ao Blog Tudo com Vc, que questionou a possibilidade de uma nova licitação – a última concorrência foi feita em 2003, portanto há 15 anos –, a prefeitura afirmou que, sem o Plano de Mobilidade, “uma nova concessão neste momento representaria replicar um plano de rede de transporte estudado no final da década de 90, o que implicaria em uma defasagem com o desenvolvimento de Jundiaí em mais de 30 anos”.

A Lei 12.587, de janeiro de 2012, instituiu as “Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana”, que prevê que cidades com mais de 20 mil habitantes devem elaborar o Plano de Mobilidade Urbana.

A prefeitura informou ao Blog que concluiu recentemente uma pesquisa Origem-Destino, que servirá de base para o estudo de uma nova rede de transporte. Somente a partir daí, segundo a administração municipal, será possível realizar uma nova licitação.

A Unidade Gestora de Mobilidade e Transporte, responsável pela nota encaminhada ao Blog Tudo com Vc, afirmou que “a racionalização e abrangência a ser estudada trará melhor equilíbrio econômico e financeiro com impacto na tarifa e subsídio, porém, deve ser concluído, e ainda terá sua área de atendimento incidindo em maior cobertura, com acessos integrados na infraestrutura urbana”.

E conclui: “A vantajosidade, oportunidade e conveniência, pelos motivos expostos, indicam que o melhor encaminhamento foi a prorrogação, neste momento, e proceder nos próximos anos as ações para subsidiar a próxima licitação, buscando qualidade, utilidade, menos custo de serviços e menor tarifa pública“. 

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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