Procon de São Paulo autua empresas de ônibus por irregularidades em terminais rodoviários

Para Procon, empresas devem melhorar comunicação. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)/Clique para Ampliar

Segundo a fundação, os maiores problemas foram em relação ao atendimento preferencial

ADAMO BAZANI

A Fundação Procon de São Paulo realizou fiscalizações nos terminais de ônibus Barra Funda, Jabaquara e Tietê e no aeroporto de Congonhas para verificar como está o atendimento ao público e constatou irregularidades em seis viações.

A Operação Boa Viagem foi realizada entre os dias 21 de dezembro e 4 de janeiro, mas o balanço só foi divulgado nesta terça-feira, 08 de janeiro de 2019.

No total, foram fiscalizados 44 estabelecimentos entre companhias aéreas, empresas de ônibus.

Em nota, o Procon diz que as principais irregularidades têm relação com o atendimento preferencial.

“A principal irregularidade encontrada foi a falta do atendimento preferencial ou a ineficiência deste. Conforme determina a legislação, pessoas com deficiência, idosos com idade igual ou superior a 60 anos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesos têm direito a atendimento prioritário – em muitos casos apenas a adoção de filas preferenciais não são suficientes para o cumprimento da regra”

Foram autuadas as empresas Breda Transportes e Serviços S.A., Elux S.S. Expresso Luxo São Paulo-Santos Ltda, Ultra S.A. Transportes Interurbanos, Viação Cometa S.A., Viação Rápido Brasil S.A. e Auto Viação Catarinense Ltda.

As empresas podem recorrer administrativamente e dizem que, se houver alguma inconformidade, haverá os reparos necessários.

Em nota, a Viação Cometa diz que respeita o atendimento preferencial e nega que houve irregularidades.

Prezando pela experiência do cliente, a Viação Cometa respeita o atendimento preferencial e faz o possível para que esse público seja atendido com eficiência e respeito. Mas em épocas de grande movimento, pode haver certa espera.  A Viação Cometa reitera que não houve irregularidades e está à disposição  das autoridades para os devidos esclarecimentos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. vagligeirinho disse:

    A Barra Funda tem este problema de falta de organização nos atendimentos. A JCA (Cometa / Catarinense) acaba tendo problemas dado que oferece certos serviços, mas não complementa condições extras, como a tabela de preços para passagens que podem ser compradas naquele ponto (Curiosidade: qualquer ponto da JCA/Cometa pode comprar passagens para outras operadoras do grupo, salvo engano).

    No Jabaquara, o problema é falta de espaço mesmo. Deveria ser revisto os pontos lá, pelo pouco que me lembro como é lá.

  2. Nivaldo disse:

    A venda de passagens para idosos também é um problema, já que os atendentes dizem que há vagas somente nos onibus convencionais, que os demais serviços não disponibilizam assentos para idosos. Acontece que quase não há mais serviços convencionais à disposição e quando há, não tem todo dia. Nem a possibilidade de pagar 50% da passagem para viajar em outro serviço eles disponibilizam. Um ultraje para com os idosos.

  3. Antoni disse:

    Muito blablabla. Daqui a pouco, com esse negócio de atenção especial aqui e ali, o público ” comum ” ficará para segundo plano porque é tanta gente reclamando atendimento especial que falta gente para garanti-lo. É muito idoso, muita gestante, muita gente com necessidade especial, muita gratuidade de passagem, muito ” jovem carente” q pega sua quota e desfila de celular ultima geração…de verdade ?muita encheção de linguiça. Esses órgãos querem fazer bonito, politicos querem fszer bonito, criam o problema e jogam a bomba para que os outros se virem.

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