Ataques continuam no Ceará: dois ônibus foram incendiados em Fortaleza na noite desta segunda-feira, 7

Publicado em: 8 de janeiro de 2019

Foto ilustrativa. Onda de ataques a ônibus ocorrida em 2017

Esta foi a 6ª noite de ataques no Estado, mesmo com a presença de agentes da Força Nacional

ALEXANDRE PELEGI

Os ataques criminosos continuam no Ceará, mesmo com o reforço no policiamento e a presença de 300 agentes da Força Nacional de Segurança. O governo do estado anunciou que mais 200 homens da Força virão reforçar o aparato repressivo.

Até esta segunda-feira, dia 7 de janeiro de 2019, 159 ataques já foram registrados no estado do Nordeste, com 148 pessoas detidas.

Ontem à noite mais ônibus foram queimados: dois em Fortaleza e outros em Aracati e Maranguape, na Região Metropolitana da capital cearense. Com esses casos, já são 159 ações contra coletivos, prédios públicos, comércios e agências bancárias.

O Sindiônibus – sindicato das empresas de ônibus da capital diz que, apesar dos novos ataques a coletivos, a frota circulará normalmente nesta terça-feira, dia 8 de janeiro de 2019. Isso porque alguns ônibus chegaram a ser recolhidos na madrugada de hoje, segundo informações do site G1 Ceará.

ÔNIBUS QUEIMADOS NESTA SEGUNDA-FEIRA À NOITE:

Além dos ônibus incendiados em Fortaleza nesta segunda-feira à noite, Maranguape, na Grande Fortaleza, teve um micro-ônibus da linha Pau Serrado/Tabatinga atacado por criminosos na rodovia CE-065. O veículo foi queimado e totalmente destruído.

Em Aracati, distante 150 km da capital cearense, um coletivo foi incendiado próximo à rodoviária.

Além dos ônibus, outros ataques ocorreram na Região Metropolitana na madrugada de hoje, como a explosão de uma bomba na Ponte dos Tapebas, na BR-222, em Caucaia. Parte da estrutura da obra ficou danificada.

Os ataques estão sendo motivados, segundo o secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, em protesto à nomeação do novo secretário de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque.

Albuquerque prometeu fiscalizar a entrada de celulares nos presídios, o que está ocorrendo: desde o início dos ataques já foram apreendidos 407 aparelhos em presídios. Ele prometeu também ser rígido com as facções que dominam os presídios no estado.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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