Tóquio recebe testes com trem autônomo

Os testes incluíram manobras de aceleração, frenagem e parada. Foto: Divulgação.

Empresa JR East operou na madrugada desta segunda-feira na linha Yamanote com a nova tecnologia

JESSICA MARQUES

A empresa JR East realizou testes com um trem autônomo na linha Yamanote , em Tóquio, no Japão. A operação foi realizada na madrugada desta segunda-feira, 7 de janeiro de 2019.

Os primeiros testes da empresa foram feitos após o fechamento da linha. Na ocasião, foram feitas duas voltas de 34,5 quilômetros cada na principal rota ferroviária do país.

Os testes incluíram manobras de aceleração, frenagem e parada. Um condutor foi colocado na cabine principal do trem para acompanhar os testes e agir em caso de emergência ou alguma irregularidade no sistema.

Durante a operação, uma equipe composta por vários técnicos acompanhou o experimento de dentro dos carros de passageiros.

Segundo informações da NHK Web News, os trens autônomos estão entre as apostas da JR para continuar a manter os seus negócios funcionando, uma vez que está cada vez mais difícil encontrar mão de obra para operar o meio de transporte.

Atualmente, o Ministério dos Transportes do Japão considera ilegal a operação de um trem sem condutor, mas a empresa espera que a lei mude nos próximos anos para permitir a introdução dos trens autônomos.

Leia também: Empresa chinesa anuncia o primeiro Monotrilho 100% autônomo do mundo

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. vagligeirinho disse:

    Algumas coisas a serem pensadas sobre isso:

    – Salvo engano, há uma cultura de valorização sobre o transporte sobre trilhos no Japão, inclusive até com jogos, brinquedos, séries, etc.

    – Estranho faltar mão de obra, sendo que há também (pelo que sei) desemprego e problemas sociais por lá, nos quais poderiam direcionar pessoas para a área. Posso estar falando besteira.

    – Interessante a lei de proibir trem sem condutor. Tecnicamente e salvo engano, mesmo linhas de trens autônomas tem dentro pessoas monitorando e habilitadas para operar (vide linha 4). Não é necessário mudar a lei, dependendo de como ela é definida.

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