Ônibus em Porto Alegre terá reajuste, garante prefeito Marchezan

Foto: Anderson Soares de Castro

Conselho Municipal de Transportes Urbanos deve definir índice do aumento entre fim de fevereiro e início de março

ALEXANDRE PELEGI

A tarifa de ônibus em Porto Alegre terá aumento conforme determina o contrato de concessão.

A afirmação é do prefeito Nelson Marchezan Junior e ocorre um mês antes do início das discussões de qual será o índice de reajuste, o que ocorre todos os anos em reuniões do Conselho Municipal de Transportes Urbanos.

Um dos motivos para o aumento seria, segundo Marchezan, a questão da gratuidade para idosos entre 60 e 64 anos. A matéria faz parte de uma série de projetos de lei que o prefeito encaminhou à Câmara logo no início da gestão, em 2017.

Em declaração ao jornal Correio do Povo, o prefeito lamentou o fato de a Câmara de Vereadores ter mantido a gratuidade da tarifa de ônibus para idosos entre 60 e 64 anos para quem já é cadastrado no sistema do cartão TRI. Para Marchezan, isso pressionará o preço da passagem.  Relembre: Porto Alegre aumenta para 65 anos a idade mínima para isenção de passagens de ônibus urbanos para idosos

O último reajuste da tarifa em Porto Alegre ocorreu em março de 2018, quando o valor subiu de R$ 4,05 para os atuais R$ 4,30, reajuste de 6,2%.

Um dos itens que deverá pressionar o reajuste agora em 2019 será, além das gratuidades, os salários de motoristas e cobradores, que reivindicam 5,55% de reajuste, com base na inflação do INPC, mais 2,5% de aumento real.

O retorno da cobrança de 50% na segunda viagem foi outro fator que impactou o custo do sistema, segundo a prefeitura. Relembre: Tarifa em Porto Alegre sobe para R$ 4,30 nesta terça (13) graças ao fim da gratuidade da segunda passagem

PACOTE DO TRANSPORTE PÚBLICO

Reduzir a gratuidade de passagens para idosos e doentes. Limitar o teto de renda para conceder passe para estudantes e professores. Cortar o uso da passagem escolar aos domingos e feriados. Acabar com os cobradores nos ônibus e, de quebra, aumentar a vida útil da frota de ônibus do transporte público municipal. E exigir identificação para que PMs e guardas possam ter direito a gratuidade.

Esta pauta indigesta, composta por seis Projetos de Lei (PLs) de autoria da Prefeitura de Porto Alegre, compôs a pauta que a Câmara Municipal da capital gaúcha analisou e votou recentemente. O objetivo: baixar os impactos na tarifa do transporte coletivo. Relembre: EPTC diz que se não houver alteração nas regras dos transportes, passagem de ônibus será maior que R$ 4,60 em 2018 em Porto Alegre

Desse pacote foram aprovadas algumas medidas, como o aumento do tempo de vida útil dos ônibus, que passou de 10 para 13 anos, e alterações nas regras e critérios para a isenção tarifária. Relembre: Aprovado projeto que aumenta limite de idade dos ônibus em Porto Alegre

No mês passado, a isenção para idosos entre 60 e 65 anos foi extinta, mas mantendo-se o benefício para os já cadastrados.

Falta votar ainda o corte da meia-passagem para estudantes com renda familiar acima de três salários mínimos. A medida pretende reduzir a compra 75 para 50 passagens por mês, além de excluir os professores do benefício do desconto de 50% da tarifa.

Outro PL controverso, que aguarda votação, é o que extingue a obrigatoriedade dos cobradores, que seria gradual: começaria nos itinerários entre 22h e 4h em dias úteis, além de domingos, feriados e dias de passe livre.

Por fim, o PL que condiciona a isenção da tarifa para policiais é outro que falta ser votado, apesar da prefeitura não ver na medida nenhum impacto significativo na tarifa.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Alexander disse:

    Uma pouca vergonha esse prefeito de Porto alegre. Ele so tem em mente aliviar o lado dos empresários da capital. E o pior, não faz nem questão de disfarçar, é na “cara dura mesmo”. Sera que essas propostas que a prefeitura levou para serem votadas estavam preocupando nosso ilustríssimo prefeito? Claro que nao!!!! Isso é porque os empresários de transporte exigiram, ou entao estao cobrando alguma divida que o prefeito da capital tem com eles. Só Deus sabe! Pois os coitados dos empresários estão a beira da falência, andando de porsche pela padre Chagas na capital. Engraçado que esses mesmos empresarios foram beneficiados pela redução do diesel e pelo aumento da segunda passagem que o prefeito correu para brigar por aumento. Eu nao vejo esse mesmo empenho pela saude e pela educação na nossa cidade, pois para o prefeito o único tempo que ele tem e de dificultar ainda mais a vida dos que vivem em Porto Alegre.

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