Campinas terá viaduto estaiado para BRT

Estrutura já está sendo construída sobre a Avenida Barão de Itapura, na região do Terminal Rodoviário

JESSICA MARQUES

O projeto para o BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) de Campinas, no interior de São Paulo, prevê um viaduto estaiado. A estrutura já está sendo construída sobre a Avenida Barão de Itapura, na região do Terminal Rodoviário da cidade.

De acordo com o projeto, o viaduto estaiado terá 118 metros de extensão e 12,8 metros de largura, quando concluído. A via terá duas faixas de rolamento exclusivas para os ônibus do sistema BRT.

A estrutura terá calçada em ambos os lados, contudo, apenas funcionários poderão utilizar as passagens, para realizar manutenções no local. Os pedestres não terão autorização para andar pela via.

A previsão de entrega do novo elevado é para março de 2019, de acordo com o secretário de Transportes e presidente da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), José Barreiro.

A estrutura vai ligar a futura Estação BRT Rodoviária ao trecho 1 do Corredor Campo Grande. A mídia local já está cogitando o viaduto como um possível cartão postal para Campinas.

Conforme divulgado pela Emdec, o lote 1 das obras do BRT incluem a execução do viaduto estaiado sobre a Avenida Barão de Itapura e a pavimentação do corredor Perimetral trecho 1.2 (antiga ocupação Joana d’Arc).

A previsão é de que a Estação de Transferência Rodoviária seja construída entre a Avenida Barão de Itapura e a Dr. Mascarenhas. Desta forma, o local vai integrar as linhas do sistema convencional do Corredor Campo Grande.

BRT DE CAMPINAS

Quando pronto o sistema BRT de Campinas terá três corredores. Dois deles ligarão o Centro aos distritos do Campo Grande e do Ouro Verde. Os dois corredores serão ligados por outro, o Perimetral, corredor para o qual serão destinadas as 4 estações de transferência autorizadas ontem pelo prefeito. Veja os detalhes de cada um:

Corredor Campo Grande: 17,8 quilômetros de extensão. Da região central, passará pelo leito desativado do antigo VLT, seguirá pela Avenida John Boyd Dunlop até o terminal Itajaí.

Corredor Ouro Verde: 14,5 quilômetros. Da região central, seguirá pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim até o Terminal Vida Nova.

Corredor Perimetral: 4 quilômetros entre a Vila Aurocan e o Jardim Campos Elísios

A Emdec, responsável pelo transporte público na cidade, estima que os novos corredores permitirão uma redução de até 30% no tempo das viagens.

LOTES

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.

– Lote 1: compreende o trecho 1 do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.

– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.

– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.

– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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