Rodoviários fazem greve em São Luís por atraso no pagamento de salários

Paralisação de funcionários da empresa 1001 tem como objetivo reivindicar recebimento

JESSICA MARQUES

Os motoristas e cobradores de ônibus de São Luís, no Maranhão, estão fazendo uma greve na manhã desta sexta-feira, 28 de dezembro de 2018. A paralisação dos funcionários da empresa 1001 Expresso é motivada por atraso no pagamento dos salários.

Segundo informações da mídia local, a categoria afirma que a empresa não realizou o adiantamento referente à primeira quinzena referente de dezembro que estava previsto para o dia 20.

A paralisação afeta cerca de 25 bairros da capital maranhense. Os rodoviários estão de braços cruzados e divididos entre as garagens da empresa, que ficam nos bairros Forquilha e Cidade Olímpica. Ainda de acordo com a mídia regional, os trabalhadores informaram que só saem do local após um acordo com a empresa.

Os ônibus da empresa fazem linha para os bairros Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Vila Palmeira, Angelim, Forquilha, Circular, Residencial da Ribeira, Parque Araçagi, Alto do Turu, Ipem Turu, Recanto Verde, Vila Esperança, Parque dos Nobres, Areinha, Bairro de Fátima, Bom Jardim, Santa Bárbara, Tibiri, Vila Itamar e zona rural da capital.

A empresa ainda não se posicionou sobre os motivos da paralisação.

HISTÓRICO

Essa não é a primeira vez em que a categoria cruza os braços por questões salariais. Em outubro, no início da discussão em torno da data-base da categoria, os rodoviários pediram 12% de reajuste salarial, além de aumento do ticket alimentação para R$ 650,00 e a manutenção dos benefícios (plano de saúde e odontológico).

As empresas não aceitaram a pauta proposta pelos funcionários, negando qualquer aumento tanto nos salários, quanto no valor do ticket-alimentação, e ainda propuseram partilhar o pagamento do plano de saúde (meio a meio), extinguir o plano odontológico e terceirizar os trabalhadores da manutenção e do setor administrativo.

Além disso, segundo o sindicato dos rodoviários, as empresas sugeriram extinguir a função de cobrador, o que é negado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET). Segundo o sindicato patronal a ideia foi reaproveitar os atuais cobradores em outros cargos, após um processo de requalificação profissional que seria feito com cursos de capacitação.

Relembre: Encontro entre rodoviários e empresários de ônibus de São Luís termina sem acordo

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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