Prefeitura de BH e empresas de ônibus tentam acordo para definir valor de reajuste da tarifa, mas impasse persiste

Reunião ocorreu nessa sexta-feira, dia 21 de dezembro, após auditoria apontar que tarifa ideal deveria ser R$ 6,35

ALEXANDRE PELEGI

Logo após o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, revelar os resultados da auditoria sobre o que ele próprio chamou de “caixa-preta” da BHTRANS, representantes da prefeitura e das empresas de ônibus se reuniram para discutir o preço da tarifa de ônibus. Relembre: Kalil abre “caixa-preta” dos transportes de BH e se surpreende com tarifa a R$ 6,35

No encontro, realizado na tarde dessa sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2018, não houve acordo.

A BHTrans propôs reajustar a tarifa para R$ 4,50, mas condicionou o aumento à contratação de 500 cobradores e à renovação de 300 ônibus equipados com ar-condicionado.

Além de não encontrar irregularidade nos contratos firmados entre a BHTrans e as empresas de ônibus, os cálculos e análises dos auditores concluíram que a tarifa de ônibus na capital mineira deveria custar hoje R$ 6,35.

O Sindicato das Empresas de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) recusou a proposta da BHTRANS, e existe a possibilidade de mover uma ação na Justiça para garantir a recomposição da passagem, agora com o suporte técnico da auditoria contratada pelo município.

Uma nova reunião entre as partes ficou marcada para segunda-feira, dia 24, às 11h.

O presidente da BHTRANS, Célio Lousada, afirma que o valor proposto às empresas foi definido com base no cálculo da inflação do setor no último ano. Segundo ele, com o aumento do óleo diesel há a necessidade de aumentar a passagem.

Para o presidente do Setra-BH, Joel Paschoalin, as empresas estão operando no prejuízo, o que as impede de investir na frota, e de contratar novos funcionários, como cobradores.

Em entrevista ao jornal Estado de Minas, Joel afirmou: “Nosso contrato é muito claro em torno dos nossos direitos e obrigações. Vamos procurar ver com nossos advogados o que fazer a partir da semana que vem. O mínimo necessário é a reposição dos insumos”.

Para o presidente do Setra-BH, o resultado da auditoria não foi surpresa, e ele lembra que não houve reajuste da tarifa no ano passado.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Deixe uma resposta