Exposição em Paranapiacaba reconstitui Natal em casa de ferroviários de 1930

Itens da época foram enfeitados para o Natal. Foto: Divulgação

Residência foi construída entre 1897 e 1901, para abrigar trabalhadores da ferrovia

JESSICA MARQUES

Uma exposição na Vila de Paranapiacaba, em Santo André, no ABC Paulista, reconstitui a época do Natal em uma casa de ferroviários de 1930. Detalhes como um pinheiro de verdade, os enfeites, móveis e até uniformes podem ser encontrados na mostra.

A Casa da Família Ferroviária foi construída entre 1897 e 1901, para abrigar trabalhadores da ferrovia. Em 2003, o local passou por restauro e agora pode ser visitado por turistas e moradores.

Construída com tijolos e telhas francesas, a Casa da Família Ferroviária é de tipologia A e fica na avenida Fox, 438. No local, é possível que os visitantes conheçam a cozinha, o quarto, a sala de estar e o quarto de costura decorados com móveis, equipamentos, utensílios, vestuários e elementos decorativos de época.

HISTÓRIA EM VOLTA DA FERROVIA

A exposição também conta com itens explicativos e folhetos de época. Entre os informativos, está um texto que explica que no século XIX o Natal não possuía tanta relevância econômica e social quanto atualmente.

Após a Era Vitoriana, a cultura dos ingleses e franceses passou a ser espalhada com maior rapidez para os outros países. Desta forma, tradições, vestuário, música e literatura passaram a inspirar todo o mundo.

O diretor de Paranapiacaba, Eric Lamarca, que idealizou a exposição, contou que o estilo de comemoração que ocorre nesta época do ano no Brasil tem influência da rainha Vitória da Inglaterra.

“Os painéis que compõem a exposição contam esta história, através de textos e fotos”, afirma. Uma das peças que integra a exposição é uma árvore de Natal de época, com enfeites e pequenos candelabros.

Em Paranapiacaba, por meio da ferrovia, os costumes foram trazidos de forma ainda mais presente. Além do próprio meio de transporte, a arquitetura também foi importada da Inglaterra.

A via férrea operada pelos ingleses da São Paulo Railway Company (SPR) foi inaugurada em 1867. Devido ao grande desenvolvimento econômico baseado na cultura do café, esta foi a primeira ferrovia da então Província de São Paulo, conectando Jundiaí ao Porto de Santos.

O Diário do Transporte fez uma visita à Casa da Família Ferroviária com uma ex-moradora, filha de ferroviário, que relembrou cada detalhe da época em que viveu na vila.

Confira:

COMO VISITAR

O projeto da Casa da Família Ferroviária é uma iniciativa da Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo e do Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa.

O espaço estará aberto para visitas aos fins de semana, das 10h às 17h, e durante a semana mediante agendamento. A exposição de Natal fica disponível até 20 de janeiro de 2019. Os ingressos custam R$ 3 com visita monitorada.

Duas linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) atendem a região. Uma delas é a 040, que parte do Terminal Prefeito Saladino, em Santo André e custa R$ 6,75.

A outra linha intermunicipal é a 424, que liga Rio Grande da Serra a Paranapiacaba e tem tarifa de R$ 4,40. O ônibus sai de um ponto próximo à estação Rio Grande da Serra, da linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e chega à vila inglesa em cerca de 25 minutos. O intervalo entre as linhas varia de 30 minutos a 1 hora, segundo a EMTU.

Confira algumas imagens da exposição:

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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