Metrô abre licitação para término de quatro estações do monotrilho da linha 15-Prata

Estação Sapopemba do monotrilho. Terra acumulada e estruturas inacabadas. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)/Clique para Ampliar

Entrega das propostas deve ocorrer em 29 de janeiro. Empresa responsável pelas obras reduziu ritmo dos trabalhos, atrasando cronograma, de acordo com Governo do Estado

ADAMO BAZANI

A licitação para o término de quatro estações do monotrilho da linha 15-Prata, na zona Leste de São Paulo, deve receber as propostas de eventuais interessados no dia 29 de janeiro.

A companhia do Metrô de São Paulo publicou nesta quinta-feira, 20 de dezembro de 2018, o aviso de retomada de licitação para as obras de acabamento, adequação das ruas e implantação de ciclovia para as estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.

O edital deve estar disponível no site do Metrô, a partir da próxima quarta-feira, 26 de dezembro de 2018.

Segundo a Companhia do Metrô, as estações deveriam ter sido concluídas em novembro, pela última previsão, mas a empresa responsável pelas obras, a Azevedo & Travassos, reduziu o ritmo das intervenções e o número de trabalhadores nos canteiros.

Por esse motivo, foram aplicadas multas que somadas ultrapassam R$ 7,7 milhões. No dia 01° de novembro, o Metrô anunciou o rompimento do contrato com a empreiteira.

O Metrô chamou a empresa classificada em segundo lugar na licitação vencida pela Azevedo & Travassos, mas não houve interesse, o que obrigou a abertura desta nova concorrência pública.

As previsões mais recentes da STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos são de que as obras tenham início em abril e sejam entregues somente em outubro do ano que vem.

DIÁRIO DO TRANSPORTE CONSTATOU ABANDONO NAS OBRAS:

A reportagem do Diário do Transporte percorreu no dia 31 de outubro de 2018, os canteiros das estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus e encontrou sinais de abandono das obras.

Lixo orgânico, mau cheiro, entulho, água parada, caçambas enferrujadas. Esta é a situação das obras do monotrilho nas proximidades da estação São Mateus

Com exceção da estação São Mateus, a última do trecho prometidos para este ano, onde alguns operários transportavam materiais de construção e ferramentas, não foram vistos homens trabalhando nas obras.

Apenas seguranças estavam nos acessos das estações Jardim Planalto, Sapopemba e Fazenda da Juta, a que aparentemente estava em estágio mais atrasado.

Em nenhuma das estações havia placas de sinalização, vidros colocados, escadas rolantes e o acabamento nas portas dos acessos principais.

Na estação Sapopemba, diversas placas de vidro estavam encostadas num pilastra, a céu aberto.

Na estação Sapopemba, placas de vidro estão ao relento.

Na estação Fazenda da Juta, tapumes cercavam os acessos e não havia movimentação nem mesmo na parte de dentro.

No canteiro central, um grande amontoado de terra dava ar de abandono ao local.

Muita terra e nenhum sinal de trabalho no canteiro da estação Fazenda da Juta

Ligação elétrica improvisada nas imediações da estação Fazenda da Juta aumentam a sensação de abandono

A estação São Mateus estava isolada por tapumes, mas por uma das frestas, foi possível verificar pouco movimento.

Pouca movimentação na estação São Mateus, que tem pedaços de materiais de construção jogados no canteiro.

Canos, conduítes e madeira estavam espalhados pelo chão. Não havia áreas envidraçadas, pastilhas, iluminação e outros elementos do acabamento.

Nas proximidades da estação São Mateus, a situação era de abandono total.

Muito lixo, entulho, caçambas acumulando água suja, terra, sacos de terra e mau cheiro.

Na estação Jardim Planalto, também não havia sinas de movimentação de operários, apenas pedestres que para atravessarem a avenida tinham de driblar o entulho, cones e tapumes.

Sob as pilastras do monotrilho também é prevista a implantação de uma ciclovia, também a cargo da Azevedo & Travassos, mas nos trechos visitados, nos locais onde deveria ter o espaço para as bicicletas, há terra e entulho.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Wagner César de Souza disse:

    Mais um caso de descaso nas obras públicas.
    A população da periferia aguarda ansiosamente por este transporte, mas infelizmente vão ter que se virar com o transporte de péssima qualidade dos ônibus que as empresas e cooperativas oferecem visando apenas os lucros,sem se importar com o bem estar dos passageiros.

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