Em greve, estações do metrô de Belo Horizonte reabrem às 16h

Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, a alteração de cláusulas do acordo coletivo, além de férias e aviso-prévio. Foto: Divulgação.

Metroviários vão operar durante horários de pico da manhã e da tarde

JESSICA MARQUES / ALEXANDRE PELEGI

Conforme prometido pela categoria, os metroviários de Belo Horizonte fecharam as estações do metrô da capital mineira às 10h desta quarta-feira, 19 de dezembro de 2018. A operação será retomada às 16h, mas interrompida novamente às 22h.

Os metroviários informaram que vão operar durante horários de pico da manhã e da tarde, apenas. Em dias de semana, a previsão é de que o metrô opere das 5h15 às 10h e retorne às 16h, parando novamente às 22h.

Durante a greve, no sábado o horário de funcionamento do metrô será das 5h15 às 14h. No domingo, por sua vez, o transporte será suspenso totalmente.

Leia a nota da CBTU na íntegra, distribuída nesta terça-feira, dia 18 de dezembro:

O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais concedeu nova liminar determinando que os metroviários cumpram escala especial de operação durante paralisação parcial anunciada para vigorar a partir da 0h desta quarta (19/12), em Belo Horizonte.

A liminar concedida determina o funcionamento de 100% dos trens no horário de pico, das 5h15 às 10h e de 16h às 22h, de segunda a sexta-feira. No sábado o metrô funcionará de 5h15 às 14h. Já no domingo/feriado as estações permanecerão fechadas.

A liminar deferida hoje pelo 1º vice-presidente do TRT Desembargador Márcio Flávio Salem Vidigal impõe ainda multa de R$ 200 mil a ser paga pelo Sindicato dos Metroviários (SINDIMETRO-MG), em caso de descumprimento.

A deliberação do TRT também estabelece o funcionamento integral, durante 4h30, das áreas de manutenção de rede aérea, via permanente, sistemas fixos, oficina de manutenção, entre outras. A área de material rodante funcionará por no mínimo 16h diárias. E, fora do horário da escala mínima garantir-se-á, no mínimo um trabalhador na sala de comando e nas torres de controle dos pátios São Gabriel e Eldorado e no posto de Comando Local de Vilarinho. Havendo serviço inadiável e essencial para o funcionamento seguro dos trens os trabalhadores deverão cumprir a carga horária necessária para a execução dos serviços.

Para que seja viabilizada a adequação das linhas de ônibus e o aumento do número de coletivos em circulação, durante o horário em que não haverá trens, o desembargador determinou ainda a notificação da BHTrans, da SETOP e da TRANSCON informando sobre a escala deferida. O Comando da PMMG também foi informado quanto à decisão liminar para que tome as providências que entender cabíveis.

REIVINDICAÇÕES

Desde maio os metroviários de BH vêm se reunindo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para ajustar pontos específicos do contrato. As divergências ocorrem em oito cláusulas.

Nesta quarta-feira, há previsão de encontros entre as partes para prosseguir nas negociações entre sindicatos e a CBTU no Rio de Janeiro.

O Sindimetro afirma que entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, a alteração de cláusulas do acordo coletivo, além de férias e aviso-prévio.

Os metroviários discordam com três cláusulas: a CBTU propõe a redução da multa de penalidade por descumprimento de acordo; de 10% do salário para R$ 36.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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