Ministério Público deflagra operação contra corrupção no transporte alternativo no RJ

Publicado em: 17 de dezembro de 2018

Foto: reprodução imagem TV Globo (RJ TV)

Operação Parasito busca desarticular quadrilha especializada na corrupção de agentes públicos

ALEXANDRE PELEGI

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumprem nesta segunda-feira, dia 17 de dezembro de 2018, 12 mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão contra pessoas acusadas de participar em esquema de corrupção envolvendo transporte alternativo no Grande Rio.

Uma investigação do MPRJ apontou que fiscais do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro) receberam propina para não reprimir o transporte clandestino por vans e moto táxis.

De acordo com o Ministério Público, isso teria ocorrido várias vezes.

Além dos agentes, estão sendo denunciados pelo MPRJ pessoas que atuavam no transporte alternativo irregular. Todos foram denunciados por organização criminosa, corrupção passiva e corrupção ativa.

As propinas eram pagas tanto a agentes públicos lotados no Detro, quanto a policiais militares que atuavam na fiscalização rodoviária.

As investigações interceptadas pelos promotores flagraram várias conversas entre os denunciados, envolvendo pagamento de valores indevidos.

Além disso, as investigações obtiveram imagens em que fiscais recebiam propinas pagas por motoristas de vans e lotações.

Em nota, o Detro informou que está apurando as denúncias sobre o possível envolvimento de funcionários em atos ilícitos e que os responsáveis serão punidos.

Confira a nota do Detro na íntegra:

O Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) informa que a apuração de denúncias sobre o possível envolvimento de integrantes de seu corpo funcional em atos ilícitos é prática adotada pela atual administração, sendo os responsáveis punidos, caso comprovada conduta incompatível com o adequado exercício da função.

Em relação à operação realizada pela Polícia Civil, em São Gonçalo, nesta segunda-feira, o Detro se coloca à disposição das autoridades para qualquer colaboração necessária sobre o caso. Como medidas administrativas, este departamento está realizando sindicância na Corregedoria, como rege a Legislação do funcionalismo público estadual.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Deixe uma resposta