Visate propõe reajustar tarifa do transporte em Caxias do Sul para R$ 4,46

Foto: Douglas Storgatto

Revisão do valor costuma acontecer no mês de dezembro

ALEXANDRE PELEGI

A Visate – Viação Santa Tereza, concessionária do transporte coletivo de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, divulgou nesta terça-feira, dia 11 de dezembro de 2018, sua proposta de tarifa para 2019: R$ 4,46.

O pedido foi encaminhado há uma semana, no dia 4 de dezembro, tanto para a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade, como para o Conselho Municipal de Trânsito e Transportes.

Os dois órgãos são responsáveis pela análise das planilhas de custos, que indicam o reajuste necessário para o reequilíbrio financeiro do contrato, cabendo a decisão final à prefeitura.

A revisão do valor costuma acontecer no mês de dezembro, e o reajuste é assinado em janeiro.

A Visate justifica o valor de R$ 4,46 com os seguintes argumentos: queda do número de usuários do transporte coletivo urbano; os aumentos dos preços dos insumos desde o último reajuste tarifário, com destaque para o diesel; o dissídio coletivo da categoria com data-base em 1º de janeiro; o impacto das gratuidades e a renovação da frota.

O cálculo foi feito com base nos últimos 12 meses para todos os itens.

HISTÓRICO

Em janeiro deste ano a prefeitura de Caxias do Sul emitiu decreto autorizando o aumento da tarifa de R$ 3,70 para R$ 3,85. Mas em maio a tarifa subiu novamente, passando de R$ 3,85 para R$ 3,95.

O aumento foi definido após acordo entre a Prefeitura e a Visate. Isso porque a empresa obteve uma liminar na Justiça, que determinou um aumento ainda maior, para R$ 4,30, um reajuste de 11,7%.

A decisão foi da juíza Maria Aline Vieira Fonseca, titular da 2ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública.

A juíza agendou uma audiência de conciliação entre a empresa responsável pela operação do transporte público e a Prefeitura para 17 de maio, no Fórum.

No encontro foram analisadas duas de quatro propostas apresentadas. Uma delas mencionava tarifa de R$ 4, redução de linha e horários em 6,3% e idade média da frota passando de 5 para 5,5 anos. Neste caso, a empresa teria que comprar 30 ônibus, ceder à Prefeitura acesso ao sistema de rastreamento dos veículos e desistir das ações na Justiça que discutiam o valor da passagem de 2017 e 2018.

Como a concessionária não concordou com a última parte, que cita as ações, o preço estabelecido em R$ 3,95 foi aceito pela empresa. O que mudou, neste caso, é que a renovação da frota passou a ser de 16 ônibus e a idade média dos veículos de 6 anos. Os outros pontos foram mantidos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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