Permissionários anunciam fim da greve no transporte complementar de Taubaté, com normalização total na segunda-feira

Os trabalhadores protestavam contra o novo modelo de integração. Foto: Divulgação / PMT

Paralisação teve início em 21 de novembro de 2018

JESSICA MARQUES

Os permissionários do Tctau (Transporte Complementar de Taubaté) anunciaram nesta quarta-feira, 5 de dezembro de 2018, o fim da greve no transporte complementar da cidade, no interior de São Paulo.

Entretanto, segundo a categoria, a normalização total só vai ocorrer na segunda-feira, 10 de dezembro de 2018, quando 100% da frota vai voltar a circular.

A paralisação teve início em 21 de novembro de 2018. Os trabalhadores protestavam contra o novo modelo de integração.

Segundo a categoria, o Tctau ficou com menos linhas e trechos de baixa demanda com a mudança. A reivindicação é pela mudança das linhas e ainda por subsídio para os não pagantes, que são os estudantes, deficientes e idosos.

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Desde a data em que a greve foi anunciada, apenas 30% dos veículos estão operando. Neste período, as linhas foram reforçadas com ônibus da concessionária ABC Transportes.

Nenhuma reivindicação da categoria foi atendida, mas o fim da greve foi decidido em assembleia realizada nesta segunda-feira.

“Apesar de não ter havido solução do problema, nós não queremos trazer maiores prejuízos à população que depende do transporte público”, informou a categoria, em nota.

De acordo com informações do Tctau, alguns veículos estão em manutenção, por esse motivo foi prevista a retomada da operação completa apenas na semana que vem.

HISTÓRICO

Em julho deste ano, houve uma mudança que implantou o sistema de integração no transporte de Taubaté.

A integração entre ônibus e os coletivos do transporte complementar de Taubaté (Tctau) era uma promessa antiga, de 2014, e só entrou em vigor após quatro anos.

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Com a mudança, o transporte complementar ficou com sete linhas, sendo algumas exclusivas, sem concorrência com a ABC Transportes. Entretanto, a categoria afirma que as linhas concedidas são longas e de baixa demanda.

Atualmente, o transporte complementar conta com 53 profissionais que utilizam 27 veículos para atender as regiões de Marlene Miranda, Vila Aparecida, Parque Sabará, São Gonçalo, Parque Ipanema, Jardim América e Distrito Industrial.

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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