Novo sistema de transportes em São Vicente é anunciado para março de 2019, sem vans e com integração com o VLT

Micro-ônibus devem dar lugar a ônibus em linhas centrais. Foto: Gledson Santos Freitas/Clique para ampliar

Se quiser continuar, atual cooperativa deve participar da licitação. Cidade será dividida em quatro eixos e haverá linhas que funcionarão na madrugada

ADAMO BAZANI

A cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, deve ter um novo sistema de transportes implantado a partir de março de 2019, com ônibus maiores e integrados ao VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.

Essa é a promessa da prefeitura que apresentou na sexta-feira, 30 de novembro de 2018, o novo modelo de transportes elaborado pela empresa Fênix Engenharia e Construções Ltda.

Seguindo um TAC- Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Estado de São Paulo, a prefeitura vai lançar uma licitação para definir a nova empresa operadora do sistema na cidade.

A atual Cooperativa de Trabalho e Serviços do Transporte Rodoviário de Passageiros pode tentar ficar no sistema, mas vai ter de se adequar para participar da licitação.

A prefeitura vai realizar audiência pública para apresentar o edital e espera que em fevereiro assine o novo contrato.

ÁREAS OPERACIONAIS E INTEGRAÇÃO:

Pelo estudo apresentado pela empresa de engenharia e pela prefeitura, o sistema de transportes de São Vicente foi dividido em eixos operacionais interligados a um subsistema troncal. Este subsistema deve ligar as regiões periféricas à área continental até o Centro de Convenções.

Não será mais possível ir da área continental até à praia. Os passageiros terão de fazer integrações gratuitas no Terminal Urbano e Rodoviário de São Vicente (Avenida Capitão Antônio Luís Pimenta, 130 – Parque Bitaru), prometido pela prefeitura para ser entregue até o dia 15 de dezembro.

O objetivo, segundo o poder público, é racionalizar o sistema, evitando sobreposições e diminuir o trânsito na região central.

FROTA:

O estudo mostrou como recomendada um novo tipo de frota de ônibus para o sistema de municipal de São Vicente.

Serão necessários 254 veículos dos quais 61 ônibus básicos operando na Área Continental e 168 micro-ônibus, na Área Insular, totalizando 229 veículos. Os outros 16 serão frota reserva.

A prefeitura estima que por mês, o sistema de São Vicente registra quase 2,5 milhões de passageiros (2.474.697 passageiros).

Além disso, a prefeitura vai exigir ônibus com ar-condicionado. Inicialmente, 25% da frota já terão de possuir sistema de refrigeração com aumento gradativo até que em quatro anos, toda a frota esteja climatizada.

Todos os ônibus, logo no início do contrato, terão de possuir acessibilidade.

INTEGRAÇÃO:

O sistema terá de ser integrado. Um dos pontos de transferência gratuita será no Terminal Urbano e Rodoviário de São Vicente.

O modelo de transportes previsto para a cidade também prevê a integração gratuita entre os ônibus municipais e o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.

LINHAS DA MADRUGADA:

A prefeitura anunciou também o Serviço Corujão, que serão linhas operando na madrugada.

Os trajetos ainda serão definidos, mas vão circular duas linhas na Área Insular e duas na Área Continental.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João Luis Garcia disse:

    Será que algum dia veremos um sistema de transporte regular licitado e operado de forma correta nesse município ?
    Até hoje o que se viu foi um poder público omisso e um péssimo serviço prestado à população
    Haja visto que as operadoras que ali já estiveram, todas já não mais estão a operar

  2. Kenned disse:

    Espero que esse novo sistema que será emplantado ele tbm chegue na área continental pois e onde o nosso transporte e bem mais vulnerável

    1. Israel disse:

      Muito vulnerável, e espero que seja mais eficiente, pois o pessoal da área continental passa por muito perrengue. Se a EMTU tivesse um pouco mais de inteligência teria trazido o VLT há muito tempo para área continental

  3. Erly Souza disse:

    Seria uma maneira de retirar concessão de alguns permissionário, e alguém lucrar com isso, ao meu ponto de vista a única maneira de mudar alguma coisa em São Vicente é a família França ñ continuar com a capitania hereditária nesta cidade!

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